O acesso ao ensino superior público no Brasil ainda é marcado por desigualdades sociais e raciais significativas. Apesar dos avanços promovidos por políticas de inclusão, como as ações afirmativas e a expansão das universidades federais, persistem barreiras estruturais que dificultam a entrada de estudantes oriundos de escolas públicas, especialmente aqueles de baixa renda e pertencentes a grupos racialmente minorizados (SANTOS; ALMEIDA, 2021). Estudos indicam que o desempenho acadêmico de estudantes de classes sociais menos favorecidas é, em média, inferiores ao de seus pares mais abastados, o que impacta negativamente suas chances de aprovação em processos seletivos competitivos (RIBEIRO; ARAÚJO, 2020). Além disso, a falta de informações claras sobre os cursos oferecidos, os critérios de seleção e as possibilidades de carreira contribuem para o distanciamento desses jovens do ambiente universitário (OLIVEIRA; LIMA, 2019). No contexto de Planaltina-DF, a Faculdade UnB Planaltina (FUP) desempenha um papel estratégico na promoção da inclusão educacional. No entanto, muitos estudantes e professores da rede pública local ainda desconhecem os cursos ofertados pela FUP e as formas de ingresso na instituição (SANTOS; ALMEIDA, 2021). Essa lacuna reforça desigualdades históricas no acesso à educação superior e evidencia a necessidade de iniciativas de extensão que ampliem o diálogo entre a universidade e as escolas da região.
Estudantes de graduação, pós-graduação, técnicos administrativos, docentes e servidores terceirizados
Pessoas da sociedade civil, estudantes da educação básica, professores da educação básica e comunidade em geral
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