O envelhecimento populacional é configurado como uma das transformações demográficas mais significativas da contemporaneidade, exigindo a formulação de estratégias que assegurem não apenas a longevidade, mas também a qualidade de vida, a autonomia e a participação social das pessoas idosas. O conceito de envelhecimento ativo, proposto pela Organização Mundial da Saúde, destaca a importância da otimização de oportunidades de saúde, participação e segurança, para a melhoria da qualidade de vida ao longo da vida. A sociedade atual é marcada pela intensificação do uso das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC), que permeiam dimensões essenciais da vida cotidiana, como acesso a serviços públicos, comunicação, educação e exercício da cidadania. No entanto, a exclusão digital ainda atinge de forma expressiva a população idosa, configurando uma nova forma de desigualdade social, frequentemente denominada divisão digital. Este fenômeno não se restringe ao acesso físico às tecnologias, mas envolve também competências, habilidades e condições de uso significativo dos recursos digitais. Sob a perspectiva da gerontologia educacional, a aprendizagem ao longo da vida constitui um elemento central para o envelhecimento bem-sucedido, sendo fundamental reconhecer que pessoas idosas possuem potencial contínuo de aprendizagem, especialmente quando inseridas em contextos educativos adequados às suas especificidades. Além disso, existem evidencias de que iniciativas intergeracionais desempenham papel relevante na promoção da inclusão social, ao favorecerem a troca de saberes, a redução de estereótipos relacionados à idade e o fortalecimento de vínculos sociais. A interação entre jovens universitários e pessoas idosas, nesse contexto, constitui uma estratégia potente para a construção de aprendizagens mútuas e para o desenvolvimento de competências socioemocionais. Dessa forma, o projeto propõe a articulação entre os princípios da educação ao longo da vida, a inclusão digital e intergeracionalidade, com ações que visam reduzir a exclusão digital, promovendo a autonomia e a participação social dos estudantes 60mais da Universidade de Brasília.
Estudantes 60mais dos cursos de graduação
Estudantes 60mais da UniSER
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