O projeto "Escola Cidadã: Promoção do Letramento em Saúde Menstrual em Escolas do Ensino Médio de Ceilândia no Distrito Federal" é uma ação de extensão universitária, desenvolvida pelo Campus UnB Ceilândia (FCTS), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF/Regional de Ensino de Ceilândia) e com a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF/PSE Região Oeste). Trata-se da continuidade, ampliação e aprofundamento do projeto PJ071-2025 "Escola Cidadã: Promoção do Letramento em Saúde Menstrual em Escolas do Ensino Médio da Região Oeste do Distrito Federal", aprovado e executado no âmbito do Edital PIBEX 2025/UnB, com situação CONCLUÍDA no SIGAA, que atendeu 200 pessoas em escolas públicas da Região Oeste do DF em 2025, e vinculado ao Programa de Extensão PG007-2025 "Escola Cidadã". A saúde menstrual é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (WHO, 2021), pelo Fundo de Nações Unidas para a População (UNFPA) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) como dimensão fundamental da saúde sexual e reprodutiva e como direito humano intrinsecamente articulado à igualdade de gênero, à educação de qualidade e à redução de desigualdades (Hennegan et al., 2021; Karan Babbar et al., 2022). No entanto, o baixo letramento em saúde menstrual entre adolescentes de contextos de vulnerabilidade socioeconômica como os que caracterizam as comunidades atendidas pelo Polo Ceilândia provoca vergonha, isolamento social, absenteísmo escolar, adoção de práticas anti-higiênicas e comprometimento da saúde mental (Holmes et al., 2021; The Lancet Regional HealthAmericas, 2022; Sommer et al., 2021). Segundo o relatório da UNFPA/UNICEF (2021) sobre Pobreza Menstrual no Brasil, essas desigualdades são marcadamente interseccionais, afetando de forma desproporcional jovens negras, periféricas e em situação de vulnerabilidade perfil predominante nas regiões de Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol, que apresentam Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) em faixa alta e muito alta, segundo o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF, 2022). O projeto responde diretamente às demandas territoriais identificadas nos Fóruns da REPE realizados entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, que apontaram para a necessidade urgente de ações de educação em saúde voltadas à população jovem de Ceilândia, com ênfase em saúde da mulher, direitos reprodutivos e enfrentamento a preconceitos de gênero. A proposta alinha-se às linhas temáticas do item 8.1 do Edital REPE 2026: Saúde e Qualidade de Vida (promoção da saúde, saúde mental, interlocução entre abordagens tradicionais e convencionais); Direitos Humanos, Cidadania e Justiça (igualdade racial, valorização da diversidade, enfrentamento a preconceitos, defesa da integralidade de direitos); e Educação (integração universidade-escola, ações voltadas à educação básica, educação popular, combate à desinformação, intercâmbio de saberes). A metodologia adotada baseia-se no processo Ophelia (Optimising HEalth LIterAcy Batterham et al., 2014; Osborne et al., 2021), que articula diagnóstico participativo, co-design de intervenções com a própria comunidade e avaliação contínua por método misto (Creswell & Plano Clark, 2011). As ações estruturam-se em três fases: (1) diagnóstico participativo e levantamento de necessidades; (2) co-criação e implementação de oficinas, rodas de conversa e materiais educativos; e (3) avaliação, sistematização e disseminação dos resultados. A execução conta com equipe multidisciplinar composta por docentes e técnicos da FCTS/UnB e FS/UNB (áreas de Enfermagem, Saúde Coletiva, Saúde da Mulher), discentes bolsistas e voluntários(as) dos cursos de graduação e membros externos das instituições parceiras.
Laboratório ECoS e integrantes do Escola Cidadã
Comunidade geral e comunidade escolar de Ceilândia
2026 - Edital Repe 2026 - Polo Ceilândia
2025 - Escola Cidadã
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