A crescente dependência de sistemas de informação amplia a exposição das organizações a riscos relacionados à segurança da informação, à privacidade e à proteção de dados, demandando capacidades que envolvem não apenas tecnologias, mas também pessoas, processos, informações e mecanismos de governança. Paralelamente, a formação universitária em Computação pode ser fortalecida por experiências que permitam aos estudantes aplicar conhecimentos acadêmicos a problemas concretos, em interação com organizações e com a sociedade. Este projeto propõe a estruturação e avaliação de uma experiência-piloto da Clínica de Segurança e Privacidade Digital, inspirada no modelo das Cybersecurity Clinics e adaptada ao contexto brasileiro. A iniciativa busca integrar ensino, pesquisa e extensão por meio da formação de estudantes e de sua participação, sob supervisão docente, em atividades de avaliação e orientação em segurança da informação e privacidade junto a uma organização parceira de interesse público ou social. A preparação dos estudantes será apoiada por material autoinstrucional fundamentado em conteúdos e práticas adotados pelas Cybersecurity Clinics e em referenciais reconhecidos de segurança e privacidade, incorporando sua contextualização para o cenário brasileiro, especialmente por meio do Programa de Privacidade e Segurança da Informação (PPSI 2.0) e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Como atividade integradora da formação, será desenvolvido um exercício de mesa (Tabletop Exercise) baseado em um cenário de ransomware, permitindo aos estudantes mobilizar conhecimentos relacionados a riscos, controles, proteção de dados, resposta a incidentes, continuidade, comunicação e responsabilidades organizacionais. O exercício terá como uma de suas referências o Guia de Referência de Prevenção e Resposta a Ransomware, desenvolvido no âmbito do PPSI 2.0. A experiência prática será realizada com uma organização parceira, selecionada considerando a natureza de suas atividades, sua exposição a riscos de segurança e privacidade, seu interesse em participar da iniciativa e a adequação de suas necessidades ao caráter formativo e extensionista do projeto. A partir da experiência, pretende-se avaliar o modelo proposto e produzir subsídios para seu aperfeiçoamento e eventual continuidade.
Estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade de Brasília interessados em Sistemas de Informação, segurança da informação, privacidade, cibersegurança e áreas correlatas.
Profissionais e colaboradores de organização de interesse público ou social participante da experiência-piloto, incluindo órgãos e entidades públicas, organizações da sociedade civil e outras instituições cuja atuação, serviços, informações ou públicos atendidos apresentem relevante interesse social.
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