Perfil do Egresso
Este Projeto Pedagógico de Curso prevê perfis profissionais de dois tipos, sendo a qualificação intermediária, em três níveis, e a qualificação integral.
Qualificação Intermediária
O Curso Superior de Tecnologia em Comunicação Assistiva: Tradução e Interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em Contexto Comunitário presume, em seu percurso formativo, uma saída intermediária, na qual o estudante, ao concluir o 2º período, poderá receber uma certificação de qualificação profissional como Atendente Bilíngue Libras-Português, respeitando o Decreto nº 5.154 de 23 de julho de 2004 (BRASIL, 2004). Esta saída de qualificação intermediária acontecerá mediante solicitação do estudante que concluir, em sua totalidade, a carga horária correspondente e os componentes curriculares equivalente ao 2º período, de acordo com o fluxo de curso determinado no regulamento de curso.
O Atendente Bilíngue Libras-Português para Surdos será habilitado a:
• Realizar atendimentos e transmitir informações simples em Libras a estudantes, pais, professores e/ou qualquer pessoa Surda em secretarias escolares;
• Realizar atendimentos e transmitir informações simples em Libras em serviços de saúde em geral, a pacientes, profissionais e público Surdo e geral;
• Realizar atendimentos e transmitir informações simples em Libras em serviços do sistema judiciário;
Importante destacar que o profissional Atendente Bilíngue Libras-Português não está habilitado para a realização de atividades de Tradução e Interpretação, apenas para atendimentos simples e básicos com o uso da Língua Brasileira de Sinais.
Qualificação Integral
A Qualificação Integral envolve a conclusão de todos os componentes curriculares obrigatórios, optativos e Atividades de Orientação individual e receberá o diploma de Tecnólogo Comunicação Assistiva: Tradução e Interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em Contexto Comunitário.
De forma geral, espera-se que os egressos do Curso Superior de Tecnologia em Comunicação Assistiva: Tradução e Interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em Contexto Comunitário sejam profissionais capazes, do ponto de vista teórico e prático, de atuar enquanto tradutores e intérpretes que fazem a intermediação da comunicação entre pessoas surdas e pessoas que não possuem conhecimento sobre a Língua Brasileira de Sinais, nos contextos educacionais, da saúde e em ambiente jurídicos, servindo como ferramenta de acessibilidade, para que se elimine a barreira comunicacional.
Espera-se que estes profissionais, de acordo com a Lei 12.319/2010, em seu artigo
6º, sejam capazes, no exercício de suas competências
I - efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos
e surdos-cegos, surdos-cegos e ouvintes, por meio da Libras para a
língua oral e vice-versa;
II - interpretar, em Língua Brasileira de Sinais - Língua Portuguesa, as
atividades didático-pedagógicas e culturais desenvolvidas nas
instituições de ensino nos níveis fundamental, médio e superior, de
forma a viabilizar o acesso aos conteúdos curriculares;
III - atuar nos processos seletivos para cursos na instituição de ensino e
nos concursos públicos;
IV - atuar no apoio à acessibilidade aos serviços e às atividades-fim das
instituições de ensino e repartições públicas; e
V - prestar seus serviços em depoimentos em juízo, em órgãos
administrativos ou policiais. (BRASIL, 2010)
Para além, conforme o parágrafo único do mesmo artigo, o profissional deve ser
capaz de, no exercício de suas funções,
I - intermediar a comunicação entre surdos e ouvintes por meio
da Libras para a língua oral e vice-versa; (Incluído pela Lei nº
14.704, de 2023)
II - intermediar a comunicação entre surdos e surdos por meio da
Libras para outra língua de sinais e vice-versa; (Incluído pela Lei
nº 14.704, de 2023)
III - traduzir textos escritos, orais ou sinalizados da Língua
Portuguesa para a Libras e outras línguas de sinais e vice-versa.
(BRASIL, 2010)
Por fim, o perfil do profissional formado condiz com o que consta no Catálogo
Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia (CNCST), tendo sua atuação focada na
surdez e no contato entre línguas orais e línguas sinalizadas, especificamente. Deste
modo, as competências dos egressos do Curso Superior de Tecnologia em Comunicação Assistiva: Tradução e Interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em Contexto Comunitário, sob o viés da Comunidade Surda, envolvem:
• Traduzir e interpretar a comunicação em diversos formatos de
acessibilidade desenvolvendo estratégias para a inclusão social.
• Especificar requisitos de acessibilidade para comunicação de
pessoas com deficiência.
• Propor e desenvolver estratégias de produção e usabilidade de
tecnologia assistiva para comunicação.
• Especificar critérios de acessibilidade para o planejamento da
comunicação alternativa em eventos.
• Gerenciar equipes de trabalho.
• Vistoriar, realizar perícia, avaliar e emitir laudo e parecer técnico
em sua área de formação. (CNCST)
O curso pretende dotar os tecnólogos de múltiplas competências e habilidades específicas, durante a formação acadêmica, tendo em vista a inserção no mercado de trabalho, com ênfase na Educação, na Saúde e em contextos jurídicos, em que por meio da Libras, língua da minoria Surda, assim considerada, no Brasil, sob o ponto de vista numérico, seja a língua de comunicação utilizada pelos profissionais para os Surdos.
O Curso Superior de Tecnologia em Comunicação Assistiva: Tradução e
Interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em Contexto Comunitário da
Universidade de Brasília adota uma abordagem pedagógica integrada e inovadora, que
tem como premissa a combinação de aspectos teóricos e práticos para formar
profissionais altamente capacitados e comprometidos com a inclusão social. A
metodologia de ensino é orientada por princípios de aprendizagem ativa, centrada no
estudante e voltada para o desenvolvimento de competências práticas e éticas essenciais
para a atuação no campo da tradução e interpretação de Libras em contextos comunitários.
Preza-se por estratégias didáticas diferenciadas e inovadoras, promoção de aprendizagem
com garantia de acessibilidade metodológica, fomento à autonomia do discente,
interdisciplinaridade, articulação teórico-prática e flexibilidade curricular.
Desde o início, os estudantes são imersos em um ambiente de aprendizagem
dinâmico e interativo, dentro das metodologias adequadas ao ensino à distância
condicentes com a proposta da Universidade Aberta do Brasil. As aulas teóricas são
ministradas de forma a contextualizar o conteúdo, conectando-o com situações reais que
os alunos poderão enfrentar em sua prática profissional. Para isso, utilizamos métodos
como estudos de caso, análise de situações de interpretação e exercícios de simulação,
que permitem aos estudantes explorar diferentes aspectos da comunicação assistiva e da
interpretação em contextos comunitários.
Os componentes curriculares do curso contam com uma metodologia de ensino
centrada na prática de interpretação, onde os estudantes têm a oportunidade de
desenvolver suas habilidades linguísticas e técnicas tradutórias em Línguas de Sinais e
em sua interação com outras línguas, orais ou de sinais.
uanto à modalidade, o curso é ofertado à Distância, mas com atividades
presenciais e atividades que exigem presencialidade, ou seja, atividades síncronas e
mediadas. do curso, em respeito às resoluções MEC n.º 378/2025 e 381/2025. Com isso,
todos os componentes curriculares devem contar com pelo menos 10% de sua carga
horária em atividades síncronas e mediadas pelo professor, além, dentro das
possibilidades, de 10% da carga horaria de cada componente em atividades presenciais,
nos polos realizadas pelos docentes e/ou pelos mediadores pedagógicos. As atividades
presenciais envolvem a realização das atividades de extensão previstas nos componentes que possuem essa prerrogativa e de atividades de avaliação das disciplinas em questão.
Ademais, a abordagem metodológica do curso enfatiza a aprendizagem colaborativa e interdisciplinar. Os alunos são incentivados a realizar atividades e trabalhos em grupos, além de participar de projetos que envolvem outras áreas do conhecimento, como educação, psicologia e ciências sociais. Essa interação
multidisciplinar é fundameNtal para desenvolver uma compreensão abrangente das necessidades e desafios enfrentados pelas pessoas surdas em diferentes contextos sociais e culturais.
Outro aspecto importante é a incorporação de tecnologias digitais e recursos audiovisuais no processo de ensino-aprendizagem. O uso de plataformas de aprendizagem online, vídeos educativos e outras ferramentas permite aos estudantes explorar conteúdos de forma interativa e acessível. Essas tecnologias não apenas facilitam o acesso ao conhecimento, mas também preparam os estudantes para utilizar ferramentas
digitais em sua prática profissional futura.
A proposta de avaliação, no curso, é contínua e diversificada, refletindo a diversidade de competências que os alunos devem desenvolver. Além das avaliações tradicionais, como provas e trabalhos acadêmicos, utilizamos avaliações práticas, onde os alunos são avaliados em situações simuladas de interpretação. A autoavaliação e a
avaliação por pares tambm são incentivadas, com vistas a promover a reflexão crítica e a autoanálise das habilidades desenvolvidas.
Como recursos didáticos, o curso conta com o uso de recursos tecnológicos voltados à metodologia do Ensino à Distância proposto pela UAB, além de aulas presenciais a serem realizadas nos polos. Para os encontros presenciais, as aulas contam com o uso de materiais diversos, como livros, slides, projetores, computadores, atividades lúdicas e práticas, além dos tradicionais quadros.
Em síntese, a metodologia de ensino do Curso Superior de Tecnologia em Comunicação Assistiva: Tradução e Interpretação em Libras em Contexto Comunitário é projetada para oferecer uma formação completa e integrada. preparando os estudantes não apenas para serem Tradutores e Intérpretes competentes, mas também para se tornarem agentes ativos de mudança, capazes de promover a inclusão e a acessibilidade em todos os aspectos da vida humana e comunitária.
A avaliação do curso deve ser organizada em dois tipos distintos: De maneira
interna, a avaliação deve ocorrer através do Núcleo Docente Estruturante (NDE), a ser
nomeado pela Direção do Instituto de Letras, cujo regulamento consta anexado a este
PPC. De maneira externa, a avaliação ocorre em conformidade com o Sistema Nacional
de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e seus resultados são apreciados pelo
NDE, servindo de base também para apreciação pela Comissão Própria de Avaliação
(CPA) da Universidade de Brasília, como forma de avaliação institucional.
A Comissão Própria de Avaliação (CPA) da Universidade de Brasília (UnB),
estabelecida pela Resolução CONSUNI n. 31/2013, atua de forma independente em
relação aos órgãos da instituição. Sua principal responsabilidade é coordenar os processos
de avaliação interna da UnB. Composta por 17 membros, a CPA representa todos os
segmentos da comunidade acadêmica, incluindo docentes, discentes, técnicos- administrativos e integrantes da sociedade civil. Seu papel é essencial na análise e avaliação dos processos de ensino, pesquisa, extensão e gestão da universidade.
Quanto ao curso, e autoavaliação tem como propósito compreender a percepção
dos usuários sobre os serviços institucionais e medir seu nível de satisfação. Assim, a
avaliação do curso pode envolver diversas etapas e instrumentos, como:
a. Etapas da Avaliação:
• Planejamento da Avaliação – Definição dos critérios e objetivos da avaliação.
• Coleta de Dados – Aplicação de instrumentos para obtenção de informações sobre
o curso.
• Análise dos Resultados – Interpretação dos dados coletados para identificar
pontos fortes e áreas de melhoria.
• Elaboração de Relatórios – Sistematização das informações em documentos
oficiais.
• Implementação de Melhorias – Aplicação de ajustes e aprimoramentos com base
nos resultados da avaliação.
• Monitoramento e Reavaliação – Acompanhamento das mudanças implementadas
e nova avaliação periódica.
b. Instrumentos utilizados:
• Questionários e Pesquisas – Aplicados a estudantes, docentes e egressos para
medir satisfação e impacto do curso.
• Indicadores Acadêmicos – Taxas de conclusão, evasão, desempenho dos alunos e
empregabilidade dos egressos.
• Observação e Relatórios – Análise qualitativa das práticas pedagógicas e
metodologias utilizadas.
Autoavaliação Institucional – Reflexão interna sobre o curso e sua adequação às
demandas do mercado e da comunidade.
• Avaliação Externa – Pareceres de especialistas e órgãos reguladores sobre a
qualidade do curso.
Esta avaliação deve ser constante e processual, realizada pelo NDE em conjunto
com as instâncias universitárias responsáveis, com a intenção de sempre otimizar e
melhorar a qualidade do ensino e a formação dos estudantes. Seus resultados tem papel
essencial para o crescimento e desenvolvimento do curso e deverão ser publicizados à
comunidade acadêmica através de relatórios oficiais, podendo também ser apresentados
em eventos acadêmicos e institucionais, além de uso das mídias digitais, redes sociais e
ferramentas institucionais de divulgação.