Apto para ser professor (a) de ensino médio, o perfil do egresso Licenciado Pleno em Ciências Sociais cotejará em mútua referência os Fundamentos epistemológicos, Fundamentos teóricos dos fenômenos e processos sociais; Fundamentos filosóficos, Fundamentos históricos, Fundamentos antropológicos; Fundamentos econômicos, Fundamentos técnico-discursivos, Fundamentos teórico-metodológicos em Sociologia, Fundamentos de Cidadania e Direitos Humanos; Fundamentos a Práticas Profissionais dos Licenciandos. Fundamentos estes que estarão subjacentes aos quatro seguintes objetivos básicos, que informarão o novo currículo da Licenciatura Plena em Ciências Sociais: a) Prover o aluno de fundamentos epistemológicos na área específica de Sociologia e das Ciências Sociais, mas igualmente abarcando de áreas afins nas Humanidades; b) Dotar o(a) estudante de amplo leque de conhecimentos acerca vertentes teóricas, modelos analíticos, estratégias de aproximação e, também, de tratamento analítico e interpretativo dos fatos sociais; Dotar o(a) de competências didáticos-pedagógicas para o ensino de sociologia nas escolas de nível médio; d) Pautar a atuação observando os ditames éticos e as resoluções legais sobre a profissão de sociólogo, como também atentando aos princípios dos Direitos Humanos e da legislação pertinente; e) Dotar o (a) estudante de recursos didático-pedagógicos que lhes habilitem a desenvolver mediações pedagógicas, isto é, facultando-lhes a capacidade de construir conteúdos e práticas apropriadas à cada modalidade de ensino. f) Ser capaz de relacionar os conteúdos básicos relacionados às Ciências Sociais com os fatos, tendências, fenômenos ou movimentos da atualidade; bem como com fatos significativos da vida pessoal e social dos alunos; g) Escolher, utilizar e gerar métodos em coerência com o enfoque teórico adotado e o problema em questão; h) Conhecer e fazer uso de técnicas qualitativas e quantitativas de observação sistemática do comportamento em diferentes contextos sociohumanos; i) Atuar como pesquisador em diversos contextos escolares de modo a produzir conhecimento científico e aplicado em Sociologia; j) Fundamentar o exercício profissional no conhecimento científico, quando se propor a identificar, diagnosticar e intervir nos fenômenos sociais, seja com postura investigativa e/ou crítica e ética; k) Avaliar criticamente as práticas sociológicas e suas repercussões na sociedade; l) Integrar conhecimentos de outros campos do saber na compreensão de processos sociológicos; m) Avaliar práticas e contextos de atuação profissional em função dos desafios contemporâneos.
A habilitação em Licenciatura Plena em Ciências Sociais do Departamento de Sociologia, no que se refere a área de atuação do sociólogo, respeita o previsto nas Diretrizes Curriculares Nacionais de Ciências Sociais aprovada em aprovado em 3 de abril de 2001 no Parecer CNE/CES nº 492/2001. Tais diretrizes estabelecem que os egressos dos cursos de Ciências Sociais atuariam como:
Professor de ensino fundamental, de ensino médio e de ensino superior.
Pesquisador seja na área acadêmica ou não acadêmica.
Profissional que atue em planejamento, consultoria, formação e assessoria junto a empresas públicas, privadas, organizações não governamentais, governamentais, partidos políticos, movimentos sociais e atividades similares
A proposta para o desenvolvimento das atividades nos diversos espaços formativos do curso enfatiza o emprego de metodologias diversificadas que possibilitem a interação entre estudantes e entre estudantes e docentes, de modo a favorecer uma aproximação significativa com os objetos de estudo. Exposições dialogadas, seminários, aulas práticas, saídas de campo, visitas a escolas e participação em eventos configuramse como metodologias apropriadas para atender aos objetivos do curso. Neste projeto político pedagógico de curso destacamos, entre outros, alguns princípios pedagógicos que estarão presentes na metodologia: a) Integração entre os diferentes componentes curriculares; b) indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão; c) flexibilidade curricular; d) aproximação progressiva à práxis profissional; e) participação em projetos de iniciação à docência; f) diversificação dos cenários de ensino-aprendizagem; g) processo de avaliação com ênfase formativa.
O processo de avaliação no curso de Licenciatura em Ciências Sociais abarcará três dimensões descritas a seguir. 2.10.1 Avaliação da aprendizagem No curso de Licenciatura em Ciências Sociais SOL/UNB serão consideradas diferentes abordagens, instrumentos e procedimentos, com ênfase na avaliação formativa para as aprendizagens dos estudantes. Os critérios específicos de aprovação em cada disciplina são divulgados no início do semestre letivo no plano de ensino da disciplina, conforme consta no Guia do Calouro 1º/2017 da UnB (Brasil, 2017, p.33). 2.10.2 Avaliação do curso A avaliação do curso de Licenciatura está inserida na avaliação do ICS-UnB a qual proceder-se-á como heteroavaliação, autoavaliação e coavaliação. Essas modalidades de avaliação têm a função de regulação e monitoramento das ações de ensino, pesquisa e extensão a serem desenvolvidas pelo Departamento de Sociologia, e também de aprendizado, pois nenhuma avaliação deve ser feita se não tiver como objetivo a aprendizagem dos sujeitos envolvidos, mesmo sendo avaliações em larga escala, externas e outras. No que se refere à avaliação institucional e de curso, espera-se que por meio do seu resultado o SOL e o curso de Licenciatura reflitam sobre sua identidade, projetos e dimensões, para assim continuar sua trajetória no alcance dos seus objetivos. A heteroavaliação institucional será procedida a cada três (03) anos pelas agências estatais de avaliação de instituições e cursos de educação superior por intermédio de comissão externa de especialistas. A autoavaliação institucional acontecerá após a divulgação do relatório apresentado pela comissão de especialistas externos. A comunidade reunir-se-á em diversos momentos a partir das recomendações e orientações do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e de diversas formas para analisar o relatório apresentado, verificar sua pertinência e criar meios e condições de operacionalizar as sugestões apresentadas que forem consideradas pertinentes. Para a efetivação dos resultados da heteroavaliação, levar-se-á em consideração os aspectos da Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004, que institui o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, o Sinaes. Ele integra a “avaliação das instituições de educação superior, dos cursos de graduação e do desempenho acadêmico de seus estudantes”. Seus resultados nortearão as ações que deverão ser revistas para a continuidade do trabalho, verificando o que foi detectado como negativo e reforçando os aspectos que devem continuar e até mesmo serem aperfeiçoados. Em todos os momentos e em todas as formas de avaliação, os procedimentos avaliativos considerarão indicadores quantitativos e qualitativos, passíveis de serem criados em cada momento e modalidade avaliativa. Os indicadores avaliativos deverão demonstrar a especificidade da comunidade por segmentos, por atividades, por tipos, níveis e modalidades de cursos. Estes indicadores deverão incidir sobre o tripé constitutivo da Universidade: ensino, pesquisa e extensão de forma igualitária, evitando supervalorização de uma atividade acadêmica em detrimento da outra. 2.10.3 Avaliação do docente A avaliação do docente será realizada tanto pelo estudante como pelo Departamento de Sociologia e estará em consonância com as orientações da Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UnB. Conforme o Guia do Calouro (UnB, 2017, p.36), a avaliação de disciplina é proposta aos estudantes ao final do semestre letivo por meio de pesquisa sobre a percepção deles sobre o: programa da disciplina – para identificar o valor atribuído pelo discente ao conteúdo proposto e a coerência entre ementa, programa, bibliografia e objetivos propostos; ensino ministrado – para identificar o valor atribuído pelo discente ao desempenho docente no contexto da disciplina ministrada; rendimento discente ou autoavaliação – para identificar a percepção dos estudantes sobre sua própria aprendizagem; suporte institucional – para identificar o valor atribuído pelo discente às condições de infraestrutura física e laboratorial para as atividades propostas na disciplina.
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