Projeto Pedagógico do Curso

Ao optar por este curso o discente estará buscando formação para atuar como
professor de artes visuais, principalmente nos Ensinos Fundamental II e Médio, mas também
pode enfatizar a sua formação para atender outras modalidades: como os espaços museais e a
educação em ambientes virtuais de aprendizagem.
Além disso, em âmbito geral, e buscando-se organicidade com as Diretrizes
Curriculares para os cursos de Licenciatura da UnB, adotamos neste PPC/LAV, dentro de
uma perspectiva macro, a ideia de que o futuro profissional de Educação Visual, se
diferenciará por:
• ter uma sólida fundamentação dos conhecimentos da área pedagógica, integrada de
maneira orgânica com os da sua área específica;
• entender o processo de aprendizagem como um todo;
• partir das relações pedagógicas que o estruturam, a fim de atuar como um
profissional consciente e responsável;
E, também, por prepara-se para:
a) desempenhar o papel de “catalisador” do processo educativo em todas as suas
dimensões, não se restringindo a ser um mero transmissor de conteúdos, mas um
profissional atento às relações éticas e epistemológicas que compõem o processo
educacional;

b) ser agente de transformações na realidade educativa por meio da abordagem
pedagógica do contexto social em que atua, dos recursos tecnológicos disponíveis e da
busca constante de seu próprio aprimoramento;
c) ser capaz de estabelecer um diálogo entre a sua área e as demais áreas do
conhecimento que compõem a formação de seus alunos, proporcionando-lhes
condições para estabelecerem relações entre os saberes e a realidade, deforma a
estimular-lhes a percepção das diversas dimensões dessas relações;

d) refletir sistematicamente sobre seu cotidiano na sala de aula, convertendo-o em
objeto de estudo e pesquisa para fundamentar seu processo de redirecionamento da
prática pedagógica;
e) interagir com outros profissionais da educação, estendendo sua prática na sala de
aula ao conjunto de atividades que formam o contexto escolar em que está inserido;
f) compreender sua prática pedagógica como um desenvolvimento contínuo,
composto, tanto por descobertas profissionais quanto pessoais, e buscar
aprimoramento constante.



Por fim, em âmbito das competências e habilidades específicas da área de Artes
Visuais, espera-se formar profissionais para produzir, pesquisar e criticar as práticas e
fundamentos da Educação em Artes Visuais. Tal formação contempla o desenvolvimento da
percepção, da reflexão e do potencial crítico e criativo, dentro das especificidades do
fenômeno da visualidade. O professor de artes visuais trabalhará com formas de saberes e
conhecimentos específicos da visualidade, mas em interação com as outras formas de
percepção e conhecimentos estéticos. Especificidades que destacam a peculiaridade da
amplitude do campo de formação do egresso diante de outras linguagens artísticas.

Este PPC/AV emerge das discussões acerca das mudanças necessárias no curso em
vigor, a saber, o curso de Artes Plásticas diurno ofertado no VIS/IdA/UnB, explicita filosofias
e metodologias, explora e sugere estruturas curriculares que, simultaneamente, proporcionam
a adequação às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Graduação em Artes Visuais em
consonância com a realidade específica da UnB e, ainda, com as legislações atuais para
Formação de Professores da Educação Básica. Especificamente, a Resolução Nº 2, de 1º de julho de 2015.

Este PPC/AV emerge das discussões acerca das mudanças necessárias no curso em
vigor, a saber, o curso de Artes Plásticas diurno ofertado no VIS/IdA/UnB, explicita filosofias
e metodologias, explora e sugere estruturas curriculares que, simultaneamente, proporcionam
a adequação às Diretrizes Curriculares Nacionais para a Graduação em Artes Visuais em
consonância com a realidade específica da UnB e, ainda, com as legislações atuais para
Formação de Professores da Educação Básica. Especificamente, a Resolução Nº 2, de 1º de

As avaliações no curso de Licenciatura em Artes Visuais consideram prioritariamente as
competências profissionais que se constituirão nas bases da formação do professores, e devem
ser:
I - periódicas e sistemáticas, com procedimentos e processos diversificados
incluindo conteúdos trabalhados, modelo de organização, desempenho do quadro de
formadores e qualidade da vinculação com escolas de educação infantil, ensino
fundamental e ensino médio, conforme o caso;
II - feitas por procedimentos internos e externos, que permitam a identificação das
diferentes dimensões daquilo que for avaliado;
III - incidentes sobre processos e resultados.
a avaliação deve ter como finalidade a orientação do trabalho dos formadores, a
autonomia dos futuros professores em relação ao seu processo de aprendizagem e a
qualificação dos profissionais com condições de iniciar a carreira (RESOLUÇÃO
CNE/CP Nº 1, de 18 de Fevereiro de 2002)
A implementação do novo curso de Licenciatura em Artes Visuais – diurno estabelece,
desta forma, a necessidade de considerar algumas questões epistemológicas para caracterizar
os processos de avaliação no contexto de ensino-aprendizagem. Sustentar estas considerações
sobre o processo de avaliação amplia a reflexão sobre questões de ensino/aprendizagem
pertinentes ao entendimento de novos parâmetros e demandas do mundo contemporâneo.
Assim, é possível repensar as novas configurações sociais e as experiências do cotidiano, que
trazem a partir da contextualização dos saberes e práticas, uma possibilidade de ampliação da
relação entre o sujeito e o conhecimento. Com esta perspectiva, a formação de professores em
Artes Visuais deve não apenas promover um alargamento do conceito de sujeito e
conhecimento, mas também, uma reorganização dos métodos e estratégias de ensino para
transpor as distâncias acumuladas entre os saberes escolares e as experiências estéticas destes.
De acordo com as Diretrizes Curriculares para os Cursos de Licenciatura da Universidade de
Brasília, deve-se incentivar a
modificação profunda das práticas de formação e de ensino no sentido de ir
além de reformas de currículos, grades e fluxos, deve-se ter consciência das
condições em nível da organização dos mecanismos que permitam a
realização de procedimentos sócio-cognitivos adaptados às situações
concretas. (p. 3)
A proposta aqui apresentada tem o intuito de promover novas iniciativas.
Considerando que os caminhos percorridos, até então, estavam estruturados em uma via de

mão única, estes agora devem ser pensados conjuntamente e em perspectiva, de modo que os
desvios, preferências, recursos e resultados possam atender a diferentes anseios. Assim, o
processo de avaliação deve apresentar um caráter interativo e dialógico, no qual a
aprendizagem torna-se ativa e culmina em constante renovação, ora das necessidades
cognitivas, surgidas a partir dos diferentes ambientes de reflexão e conhecimento, ora das
diferentes modalidades associadas com a dinâmica da avaliação, entendida não apenas como
forma de obter resultados, mas sim de apontar questões e procurar respostas. Em tantas
palavras, a avaliação não deve se eximir de seu papel questionador e investigativo, tampouco
existir enquanto um processo isolado do currículo, das ações de planejamento didático e de
olhares multidimensionais.
Se em diferentes instâncias do atual contexto educativo a avaliação ainda é
compreendida como um mecanismo de controle que estipula medidas de êxito ou fracasso,
com ênfase classificatória, devemos aqui promover reflexões mais amplas sobre a formação
dos sujeitos, a construção do conhecimento, as novas dinâmicas de ensino/aprendizagem em
Artes Visuais, entre outras.
Para além de considerar a avaliação como mecanismo de mensuração ou descrição, na
qual o principal objetivo é classificar e determinar se metas estipuladas estão sendo atingidas
em um determinado programa de ensino, é possível conceber o processo avaliativo
direcionado ao acompanhamento das etapas de desenvolvimento do conjunto sócio-cognitivo,
individual, que cada discente desempenha em face aos objetivos educacionais propostos. Essa
concepção teria como característica principal a negociação que articula diferentes valores de
modo a respeitar dissensos em processos interativos. Esta abordagem visa uma dimensão
crítica e humanista da avaliação, de modo a considerar as experiências e necessidades dos
sujeitos envolvidos em contextos políticos, culturais e éticos mais amplos.
Estes aspectos referentes à intersubjetividade e à contextualização das relações
delineiam cenários possíveis para o desenvolvimento de duas modalidades de avaliação: a
diagnóstica e a formadora. A avaliação diagnóstica é um processo que favorece a
investigação e o questionamento das ações realizadas visando prover diferenciadas
possibilidades futuras. Já a avaliação formadora caracterizaria o processo pelo qual
educandos analisam de forma autocrítica seu próprio desempenho, pela produção de portafólios,
exposições, reflexões teórico-conceituais e diálogos, além do acompanhamento por
etapas do desenvolvimento sócio-cognitivo citadas anteriormente.
Estas formas de Avaliação geram questões que merecem ser consideradas e demandam
contínuos debates epistemológicos relativos à construção do conhecimento e à produção de

sentidos em Artes Visuais. Como a avaliação não deve se eximir de seu papel questionador e
investigativo, estas dinâmicas podem resvalar em forma de perguntas e julgamentos que
considerem o currículo e as ações de planejamento didático. Isto pode transparecer no
questionamento:
a) da forma como acontece a seleção de imagens para o contexto da sala de aula;
b) do modo como estas imagens interferem na produção dos educandos;
c) da qualidade desta produção poética;
d) da relação desta produção poética com o contexto cultural mais abrangente;
e) da relação entre os conteúdos curriculares e o repertório simbólico e a cultura visual
do educando;
f) dos diálogos visuais entre tradições eruditas e marginais;
g) da influência das novas tecnologias na produção poética.

Fica aqui explicitada a abrangência do campo de atuação profissional do licenciado,
especialmente na perspectiva da educação que contemple outros espaços de experiência e
vivência da função formadora e, consequentemente, da possibilidade de avaliação. Avaliação
deve então ser entendida de modo ampliado nos aspectos que permitam a observação da
aprendizagem durante o processo de ensino que culmine em ações didáticas. Nesse sentido, o
profissional da educação deve:
a) desempenhar um papel singular no processo educativo em todas as suas dimensões;
b) ser atuante nas propostas de transformação da realidade educativa por meio da
abordagem pedagógica;
c) ser capaz de estabelecer diálogos entre a sua área e outros campos de conhecimento,
que ampliem a formação de seus alunos;
d) refletir sobre o seu cotidiano e as diversas formas de integração com o
conhecimento e a prática pedagógica;
e) compreender sua prática pedagógica em sintonia com outras descobertas, o que
permitirá um constante aprimoramento profissional.

Pautada nesta perspectiva de formação do professor em Artes Visuais, a avaliação é um
meio de analisar e superar carências nas dinâmicas ensino/aprendizagem e ganha espaço
determinante em relação às tomadas de decisão deste novo currículo. Aqui coube pensar a
avaliação como exercício reflexivo, mediado por questões atuais e determinantes para o bom
funcionamento das demandas profissionais e pessoais, promovendo a capacidade de 

comunicação e perpetuação de saberes, do mesmo modo, que pretende formar e informar
sujeitos no longo caminho do ensino/aprendizagem no campo das Artes Visuais.

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