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PRISCILA TORRES DA SILVA
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Artrite reumatoide no Brasil: acesso ao tratamento, cuidado em saúde e resultados sobre dor na perspectiva dos pacientes
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Orientador : RAFAEL SANTOS SANTANA
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MEMBROS DA BANCA :
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IVAN RICARDO ZIMMERMANN
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MARIA CHRISTINA DOS SANTOS VERDAM
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RAFAEL SANTOS SANTANA
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SILVANA NAIR LEITE CONTEZINI
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Data: 28/07/2026
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A artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica associada à dor persistente, incapacidade funcional e necessidade de tratamento contínuo. Este estudo teve como objetivo analisar, na perspectiva de pessoas com doenças reumáticas no Brasil, especialmente artrite reumatoide, as relações entre acesso aos medicamentos, serviços farmacêuticos, práticas de autocuidado e resultados em saúde. Trata-se de um estudo transversal, observacional e quantitativo realizado por meio de questionário eletrônico aplicado entre maio e junho de 2025. Participaram 2.011 indivíduos com diagnóstico autorreferido de doenças reumáticas, dos quais 90,5% apresentavam artrite reumatoide. Observou-se predomínio de mulheres (94,4%), adultos entre 30 e 59 anos (74,4%) e indivíduos com renda familiar de até quatro salários-mínimos (75,9%). O Sistema Único de Saúde constituiu a principal via de acesso ao tratamento (56,7%), sendo que 69,3% recebiam medicamentos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, demonstrando importante alcance das políticas públicas de acesso. Entretanto, apesar da ampla disponibilidade dos tratamentos, persistiram elevada carga de doença e importantes necessidades não atendidas. Cerca de 69% dos participantes relataram dor intensa (escore ≥7), 85,9% referiram impacto da dor na vida social, 70,7% nas atividades laborais e aproximadamente dois terços apresentavam limitações físicas e mobilidade reduzida. Também foram observadas elevada utilização de medicamentos para dor (91,0%), uso diário de analgésicos (45,7%) e automedicação (49,0%). Além disso, identificaramse fragilidades na assistência farmacêutica, caracterizadas pela baixa participação do farmacêutico como fonte de orientação, reduzida oferta de informações sobre o uso seguro dos medicamentos e limitado acesso a estratégias de reabilitação, como fisioterapia e terapia ocupacional. Conclui-se que, embora o acesso aos medicamentos esteja amplamente consolidado no Brasil, ele, isoladamente, não é suficiente para garantir melhores resultados em saúde. O fortalecimento do cuidado farmacêutico, da assistência multiprofissional, das estratégias de autocuidado e da reabilitação constitui elemento essencial para reduzir a carga da doença e melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas com artrite reumatoide.
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Mostrar Abstract
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Rheumatoid arthritis is a chronic inflammatory disease associated with persistent pain, functional disability, and the need for continuous treatment. This study aimed to analyze, from the perspective of people with rheumatic diseases in Brazil, especially rheumatoid arthritis, the relationships between access to medications, pharmaceutical services, self-care practices, and health outcomes. This is a cross-sectional, observational, and quantitative study conducted using an electronic questionnaire applied between May and June 2025. Participants included 2,011 individuals with self-reported diagnoses of rheumatic diseases, of whom 90.5% had rheumatoid arthritis. A predominance of women (94.4%), adults aged 30 to 59 years (74.4%), and individuals with a family income of up to four minimum wages (75.9%) was observed. The Unified Health System (SUS) constituted the main route of access to treatment (56.7%), with 69.3% receiving medication through the Specialized Component of Pharmaceutical Assistance, demonstrating the significant reach of public access policies. However, despite the wide availability of treatments, a high disease burden and significant unmet needs persisted. Approximately 69% of participants reported intense pain (score ≥7), 85.9% reported an impact of pain on their social life, 70.7% on their work activities, and approximately two-thirds presented physical limitations and reduced mobility. High use of pain medication (91.0%), daily use of analgesics (45.7%), and self-medication (49.0%) were also observed. Furthermore, weaknesses in pharmaceutical care were identified, characterized by low pharmacist participation as a source of guidance, reduced availability of information on the safe use of medications, and limited access to rehabilitation strategies such as physiotherapy and occupational therapy. It is concluded that, although access to medication is widely consolidated in Brazil, it alone is not sufficient to guarantee better health outcomes. Strengthening pharmaceutical care, multidisciplinary assistance, self-care strategies, and rehabilitation is essential to reduce the burden of disease and improve the functionality and quality of life of people with rheumatoid arthritis.
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