Banca de DEFESA: Edson Rodrigo Toledo Neto

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Edson Rodrigo Toledo Neto
DATA : 29/01/2026
HORA: 16:00
LOCAL: Sala de Reuniões FACE
TÍTULO:

TEORIA ECONÔMICA E MUDANÇA DO CLIMA: A ÚNICA CERTEZA É A MUDANÇA?


PALAVRAS-CHAVES:

economia da mudança do clima, mercado de carbono regulado, matriz insumo-produto, trade-offs na precificação de carbono, mercado de carbono voluntário.


PÁGINAS: 242
RESUMO:

Um número cada vez maior de economistas tem se dedicado a estudar as interações entre mudança do clima e os sistemas econômicos. Esse trabalho vem moldando e transformando a teoria econômica, em especial a macroeconomia, no sentido de se obterem respostas que ressignifiquem os instrumentos de política econômica tradicionais frente aos novos desafios da crise climática. Nesse cenário a tese percorre a produção científica e a formação da teoria econômica que estuda a economia da mudança do clima, identificando as correntes de pensamento e demonstrando sua aplicação na economia brasileira e nos rumos da política de mudança do clima no Brasil, pós COP 29. A tese busca lançar luz em responder como uma nascente economia da mudança do clima vem trilhando seu caminho no desenvolvimento de respostas a crise climática. Buscou-se edificar a economia da mudança do clima, enquanto ramo da ciência econômica, no qual podemos eleger o economista Willian Nordhaus como seu precursor e patrono. Reduzir efetivamente as mudanças do clima requer uma intensa mudança comportamental global. No entanto, não está claro quais estratégias poderão ter maior probabilidade de motivar famílias e empresas a transformarem suas crenças e ações de produção e consumo. Na visão do economista, os desafios do clima são percebidos e incorporados ao ferramental de interpretação teórica de equilíbrio geral da macroeconomia, afetado pelo risco climático (visão top-down), e o ferramental microeconômico neoclássico, que recomenda o tributo Pigouviano como meio de incorporação de um sinal de preço e remédio de mitigação das externalidades negativas das emissões de gases de efeito-estufa (GEE). A economia da mudança do clima vem aos poucos construindo seus alicerces, com controvérsias, é claro, mas principalmente pela necessidade de fornecer respostas aos desafios. Esse objetivo motivou debates calorosos entre os principais pensadores econômicos do século, sendo o mais emblemático deles, o duelo entre Willian Nordhaus e Nicholas Stern, sobre as condicionantes intergeracionais da mudança do clima e suas implicações na determinação de modelos econômicos de crescimento sustentável. A política de clima no Brasil, a partir de experiências como o RenovaBio e o Mercado Europeu de ETS possibilitaram a formação de uma política de mitigação e adaptação compatível com os principais modelos de precificação de carbono em operação no mundo. A proposta de um clube de carbono por meio do livro de regras do Artigo 6. do Acordo de Paris foi proposto durante a COP30, bem como avanços no estabelecimento do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), gerou o cenário propício para a aprovação do Acordo Comercial Mercosul e União Europeia de Livre Comércio em 2025. O SBCE entrará em operação em até 5 anos de forma mandatória, constituindo em dos sistemas híbridos onde o mercado de cotas de emissão opera em conjunto com o mercado voluntário de créditos de carbono, com inserção inclusive no mercado de capitais como ativo mobiliário. O Brasil entra em nova fase com potencial de financiar em grande parte sua transição energética rumo a si tornar o primeiro país neutro em carbono no mundo até 2050.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 403969 - JORGE MADEIRA NOGUEIRA
Interno - 2353515 - ANTONIO NASCIMENTO JUNIOR
Interno - 1304779 - LUCAS VITOR DE CARVALHO SOUSA
Externo à Instituição - LEOPOLDO COSTA JUNIOR
Externo à Instituição - RICARDO COELHO DE FARIA - SFB
Notícia cadastrada em: 06/01/2026 11:32
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