Banca de DEFESA: CLÉCIA ALVES DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CLÉCIA ALVES DE SOUZA
DATA : 03/04/2026
HORA: 15:30
LOCAL: Sala 35 IL
TÍTULO:

InCurso Crítico e Coletivo: uma experiência de pesquisa-formação com educadoras de inglês


PALAVRAS-CHAVES:

Educação linguística crítica; Formação docente crítica de professoras de inglês; Construção de coletividade; Letramento crítico.


PÁGINAS: 161
RESUMO:

Esta pesquisa insere-se no campo da educação linguística e da formação de professores de língua inglesa para a educação básica, ancorada em uma perspectiva crítica da linguística aplicada. Em um cenário marcado pela lógica neoliberal, que orienta a educação para as demandas do mercado; pela precarização das condições estruturais e curriculares do trabalho docente e pela ausência de políticas públicas sólidas de formação continuada, o estudo justificase pela necessidade de problematizar a formação e atuação de professoras de língua inglesa em tal contexto. Desse modo, os objetivos desta pesquisa são: discutir formação crítica a partir de uma proposta de ação formativa fundamentada na coletividade e em perspectivas de letramento crítico; promover formação continuada a partir da pedagogia crítica de projetos, enfatizando seu potencial de transformação das aulas de inglês; promover o desenvolvimento da coletividade como processo de aprendizagem conjunta, em contraposição ao individualismo característico da racionalidade neoliberal que estrutura muitas práticas docentes. Assim, este estudo busca responder às seguintes perguntas: 1) como se dá o processo de construção da ação formativa denominada InCurso Crítico e Coletivo com Educadoras de Inglês?; 2) como são construídas as perspectivas de letramento crítico e de que maneira as professoras respondem a elas?; 3) de que maneira a noção de coletividade é construída e aceita pelo grupo de professoras participantes? A análise fundamenta-se nas contribuições da linguística aplicada crítica (Menezes de Souza, 2022; Moita Lopes & Fabrício, 2019; Cadilhe (2020), nos estudos sobre letramentos críticos (Jordão, 2015; Monte-Mór, 2015), na pedagogia crítica de projetos (Albuquerque, 2020, 2021) e em reflexões acerca de uma formação docente crítica (Mastrellade-Andrade, 2010, 2020; Borelli, 2018; Silvestre 2016; Pessoa, 2019, Cavalcanti, 2016). Tratase de uma pesquisa de natureza qualitativa (Denzin e Lincoln, 2006), em uma perspectiva de pesquisa-formação, conforme proposta por Silvestre (2016), articulando investigação e prática docente em um movimento simultâneo e colaborativo. O material empírico foi desenvolvido no âmbito de um InCurso Crítico e Coletivo, uma ação formativa que envolveu professoras de inglês que partilharam experiências, angústias e questionamentos sobre a educação linguística em língua inglesa, por meio de Encontros dialógicos, estudos de autores críticos e compartilhamentos de atividades realizadas com alunos/nas, em especial projetos pedagógicos críticos. Ao tensionar lógicas hierárquicas e competitivas naturalizadas na cultura escolar, as interações no InCurso apontaram para a necessidade de vínculos solidários e de práticas pedagógicas com ênfase na construção da criticidade e coletividade na docência. Os resultados das análises apontam para o fato de que o fortalecimento do trabalho coletivo depende da continuidade de vínculos, de espaços- tempos suficientes para a construção de histórias comuns e da disposição para lidar com as diferenças por meio de uma práxis fundamentada na escuta e no reconhecimento mútuo.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - JHULIANE EVELYN DA SILVA - UFOP
Externa à Instituição - JULMA DALVA VILARINHO PEREIRA BORELLI - UFR
Presidente - 1745749 - MARIANA ROSA MASTRELLA DE ANDRADE
Interna - 3941359 - YAMILKA RABASA FERNANDEZ
Notícia cadastrada em: 17/03/2026 09:16
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