Banca de DEFESA: CLAUDIA RODRIGUES PEREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CLAUDIA RODRIGUES PEREIRA
DATA : 23/01/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Instituto de Letras
TÍTULO:

POR UMA EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA CRÍTICA NA EJA: UMA EXPERIÊNCIA NO 6º PERÍODO (8ª SÉRIE) DO ENSINO FUNDAMENTAL


PALAVRAS-CHAVES:

EJA; educação linguística crítica; língua inglesa; pesquisa colaborativa; sequência didática cíclica crítica (SDCC).


PÁGINAS: 208
RESUMO:

A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é uma modalidade de ensino notadamente inclusiva e que tenta equalizar as perdas de milhares de estudantes, impedidos/as de concluir seus estudos em idade apropriada. O panorama da EJA no Brasil apresenta-se incerto devido ao desmantelamento contínuo e à falta de políticas públicas robustas capazes de impedir sua extinção. Aos/Às estudantes, quase predominantemente em situações de vulnerabilidades, resta a sala de aula, um local suas vozes são ouvidas e suas identidades validadas, sem distinção de credo, raça, etnia, gênero e fatores socioeconômicos, geográficos e culturais. Nesse ambiente diverso, a educação linguística crítica encontra um propósito pedagógico que se distancia das abordagens e métodos centrados nas estruturas formais da língua, e estreita seus laços com as narrativas pessoais e as demandas locais e globais em que os/as estudantes estão inseridos. A educação linguística crítica rompe com os estereótipos e tabus que rondam o ensino da língua inglesa, creditada por anos como um bem cultural de acesso restrito às elites, portanto, inalcançável aos/as menos privilegiados/as. Nessa perspectiva de ensino-aprendizagem crítica, a diversidade humana da EJA possibilita aos/às professores/as práticas pedagógicas oriundas das experiências dos/as estudantes, bem como a produção de materiais didáticos que nasçam do chão da escola (FREIRE), construindo significados individuais e coletivos. A pesquisa desenvolvida ancorou-se na metodologia colaborativa, um dos vieses da pesquisa qualitativa, cuja natureza emancipatória (IBIAPINA) têm suas raízes firmadas no âmago das instituições educacionais, a fim de investigar problemas e propor soluções que visam o bem comum. A pesquisa foi desenvolvida em uma escola pública municipal de Goiânia, em período noturno, em parceria com a professora do componente curricular Língua Inglesa. Por meio de sessões reflexivas e de estudo, problematizamos o ensino de línguas adicionais no País, elaboramos um planejamento colaborativo de aulas para uma turma de 6º período (8ª série), e produzimos uma sequência didática cíclica crítica (SDCC) a partir da escuta dos/as estudantes. Ao final, realizamos uma (auto)reflexão do processo de produção dos materiais empíricos com foco nas (re)significações, (des)continuidades, (des)estabilizações, tensões e rupturas percebidas, e de quais bônus e ônus trouxeram às nossas experiências pessoais e profissionais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1894338 - ANA EMILIA FAJARDO TURBIN
Interno - 1379322 - FIDEL ARMANDO CANAS CHAVEZ
Externa à Instituição - Maria Eugênia Sebba Ferreira de Andrade - IFB
Interno - 3298611 - YUKI MUKAI
Notícia cadastrada em: 16/01/2026 09:56
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