Conservação de espécies ameaçadas de extinção como direcionadoras no desenvolvimento territorial sustentável no Brasil
Viabilidade populacional. Reintrodução. Corredores. Condições ambientais. Conflito. Coexistência. Panthera onca. Cyanopsitta spixii
Os princípios da biologia da conservação enfatizam a importância de reservas grandes e interconectadas para manter populações viáveis de espécies nativas, particularmente grandes mamíferos e carnívoros. Como estratégia conciliadora o processo da biologia da conservação avança para abordar o aspecto de mitigação dos conflitos por meio de uma abordagem holística considerando os aspectos ambientais, sociais e econômicos, promovendo a tolerância, reduzindo conflitos e fomentando um senso de gestão ambiental.
Por meio de dois estudos de caso avaliamos como a conservação de espécies ameaçadas pode atuar como vetor de desenvolvimento territorial sustentável no Brasil, conciliando a conservação e o desenvolvimento local. O primeiro estudo de caso foi realizado na porção central do Cerrado, no qual, com base nos dados de registros de onça-pintada na região, foram identificadas as áreas de adequabilidade e corredores de conexão entre o Parque Nacional Chapada dos Veadeiros e o Parque Nacional Grande Sertão Veredas e construindo um planejamento de coexistência para orientar as ações necessárias para a conservação da espécie e em harmonia com a comunidade local.
O segundo estudo de caso, foi realizado com a ararinha-azul na caatinga baiana, o estudo de viabilidade populacional para a reintrodução da espécie e o planejamento da coexistência apontaram as diretrizes para o desenvolvimento territorial local baseado na conservação.
Os resultados desses estudos sugerem que o planejamento para conservação possa ser desenvolvido baseado em 4 Cs: área Core, Corredores, espécies Catalisadoras e Coexistência.