Banca de QUALIFICAÇÃO: DANIELA GONÇALVES MATTAR

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DANIELA GONÇALVES MATTAR
DATA : 26/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: CDS
TÍTULO:

Laboratórios Vivos de base Universitária como Instrumentos da Política Brasileira de Ciência, Tecnologia e Inovação: Metodologias e Achados do CESU (UFPI) e do Living Lab C (UFG) para o Avanço da Resiliência Climática Urbana


PALAVRAS-CHAVES:

Formação de Capacidades. Adaptação às Mudanças Climáticas. Tecnologias Climáticas. Cocriação. Inovação Aberta. Aprendizagem Baseada em Projetos. Metodologias Ativas de Aprendizagem.


PÁGINAS: 38
RESUMO:

Diante dos desafios crescentes impostos pelas mudanças climáticas às áreas urbanas brasileiras, esta tese examina como o Estado brasileiro tem respondido à agenda de adaptação climática urbana por meio da política de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), com foco no fomento e no apoio institucional do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) a laboratórios vivos de base universitária (university-based living labs). A pesquisa investiga como esses laboratórios, operando sob arranjos estratégicos distintos, contribuem para a agenda de adaptação urbana e para o fortalecimento da resiliência em cidades do Sul Global. O objetivo central é analisar dois casos emblemáticos: o CESU-Teresina, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), baseado no modelo de Arranjo de Validação Territorial; e o Living Lab C, da Universidade Federal de Goiás (UFG), baseado no modelo de Arranjo de Inovação Tecnológica. A pesquisa examina como essas iniciativas estruturam processos de cocriação que geram, simultaneamente, inovações socioambientais orientadas à resiliência climática urbana e promovem a formação de capacidades qualificadas (UFPI, 2024–2025; UFG, 2022–2025; CARASEK et al., 2022). Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa, com desenho de estudo de casos múltiplos e ponderação equivalente entre os casos (YIN, 2015), combinando análise documental de normativas, programas, relatórios e materiais institucionais do MCTI e dos laboratórios selecionados com entrevistas semiestruturadas junto a gestores e parceiros institucionais. O referencial teórico interdisciplinar articula debates sobre resiliência climática urbana (IPCC, 2022; PELLING, 2011; ANGUELOVSKI; CHU; CARMIN, 2014), inovação e tecnologia social (RODRIGUES; BARBIERI, 2008; CAJAIBA-SANTANA, 2014; DAGNINO, 2014; VON SCHNURBEIN et al., 2023) e direções recentes da política brasileira de CT&I (BRASIL, 2023; 2024; UNESCO, 2024). Ao analisar os modelos de governança e os processos de cocriação desses laboratórios vivos de base universitária, a tese busca contribuir para uma lacuna na literatura sobre os laboratórios vivos de base universitária como instrumentos de política pública para a adaptação climática em contextos de vulnerabilidade acentuada (AMORIM; MENEZES; FERNANDES, 2022). Como principal contribuição esperada, pretende-se sistematizar diretrizes operacionais para o fortalecimento do apoio de política pública a ecossistemas de inovação que integrem desenvolvimento tecnológico, sustentabilidade e formação de capacidades profissionais no setor público brasileiro. Com isso, a pesquisa busca apoiar a capacidade adaptativa das cidades frente aos imperativos climáticos emergentes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 672028 - SAULO RODRIGUES PEREIRA FILHO
Interno - 1494117 - ALEXANDRE BETINARDI STRAPASSON
Interna - 2335984 - CRISTIANE GOMES BARRETO
Notícia cadastrada em: 11/06/2026 12:23
SIGAA | Secretaria de Tecnologia da Informação - STI - (61) 3107-0102 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app37.sigaa37