Banca de DEFESA: CAROLINA LIMONGE CAVLAC

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CAROLINA LIMONGE CAVLAC
DATA : 29/10/2026
HORA: 14:00
LOCAL: cds
TÍTULO:

ENTRE O DOMÉSTICO E O SELVAGEM: CÃES E GATOS EM ÁREAS PROTEGIDAS


PALAVRAS-CHAVES:

Cães e gatos domésticos; áreas protegidas; conservação da biodiversidade; proteção animal; governança ambiental.


PÁGINAS: 120
RESUMO:

A presença de cães e gatos domésticos em áreas protegidas constitui uma problemática situada na interface entre conservação da biodiversidade, proteção animal e gestão territorial. Esses animais podem produzir efeitos sobre a fauna nativa, ao mesmo tempo em que permanecem submetidos a normas e políticas de proteção, bem-estar e controle populacional. Sua ocorrência envolve diferentes atores, competências e instrumentos, cujas responsabilidades podem ultrapassar os limites da unidade de conservação. Esta tese teve como objetivo analisar como diferentes regimes de proteção, políticas públicas, instrumentos institucionais e atores se articulam diante da presença de cães e gatos em áreas protegidas, considerando as dimensões ecológica, jurídica e social da problemática e tendo o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (PNCV) como referência. A pesquisa adotou abordagem interdisciplinar, articulando análise normativa, documental e institucional, literatura científica, evidências sobre percepções e formas de atuação de diferentes atores e dados de monitoramento da ocorrência dos animais. No primeiro capítulo, a análise evidenciou a sobreposição de diferentes regimes de proteção e a distribuição de competências, responsabilidades e instrumentos entre atores, instituições e escalas territoriais. A governança ambiental foi utilizada como chave interpretativa para compreender as possibilidades de articulação entre esses diferentes componentes da resposta. No segundo capítulo, o monitoramento por armadilhas fotográficas, realizado entre julho de 2017 e maio de 2024, em cinco desenhos amostrais e três categorias de fluxo de pessoas, registrou 267 ocorrências independentes de Canis familiaris e 92 de Felis catus. As áreas com alto fluxo de pessoas concentraram 88,4% dos registros de cães e 97,8% dos registros de gatos, embora representassem 22,6% do esforço amostral. Os cães apresentaram ocorrência mais ampla entre diferentes condições espaciais e temporais, enquanto os gatos apresentaram maior concentração nas áreas de alto fluxo. Não foram detectadas diferenças significativas na riqueza de mamíferos nativos entre as categorias de fluxo, indicando ausência de resposta detectável dessa métrica ao gradiente de uso público no período e escala avaliados. Em conjunto, os resultados mostram que a presença de cães e gatos no PNCV constitui uma problemática territorial que articula dimensões ecológicas, jurídicas, institucionais e sociais. Seu enfrentamento depende não apenas da existência de instrumentos de proteção e manejo, mas da articulação entre responsabilidades, capacidades e ações distribuídas entre diferentes atores e escalas, associada à produção contínua de evidências sobre a ocorrência dos animais no território.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2335984 - CRISTIANE GOMES BARRETO
Interna - 1226885 - LAURA ANGELICA FERREIRA DARNET
Externo ao Programa - 1365928 - REUBER ALBUQUERQUE BRANDAO - UnBExterna à Instituição - KATIA ATOJI - UBC
Externa à Instituição - ISADORA CRISTINA MOTTA LESSA - UFRJ
Notícia cadastrada em: 07/10/2026 10:42
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