“Se o campo não planta, a cidade não janta”: Soberania alimentar e combate à fome do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na campanha Mãos Solidárias
solidariedade, fome, luta pela terra, soberania alimentar
O atual estágio de acumulação capitalista privilegia a ampliação da produção de commodities e gera a especulação sobre o preço da terra. Isso impacta no aumento do preço dos alimentos, agudizando a fome das populações (principalmente das classes populares). Em 2020, a crise sanitária global impulsionada pela pandemia do
Coronavírus amplificou uma nova crise alimentar mundial. No Brasil, o então governo federal de extrema direita, além de não criar políticas públicas de combate à fome, havia encolhido o financiamento dos programas existentes, expondo a população a vulnerabilidade. Uma das respostas apresentadas pelo MST a este cenário foi a de materializar a construção da luta pela soberania alimentar no campo e na cidade, criando a campanha Mãos Solidárias. O objetivo do projeto é analisar as contribuições e ações de combate à fome realizadas pela campanha Mãos Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Pernambuco para a construção da soberania alimentar.