Do ‘punhadinho’ às redes de sementes crioulas: um caminho de resiliência para as comunidades rurais do Semiárido frente aos desafios para a conservação da agrobiodiversidade?
sementes crioulas; redes de sementes; soberania alimentar; resiliência socioecológica; agreste nordestino
Sementes crioulas são aquelas “desenvolvidas, adaptadas ou produzidas por agricultores familiares, assentados da reforma agrária ou indígenas, com características fenotípicas bem determinadas e reconhecidas pelas respectivas comunidades”. e têmacompanhado povos e comunidades rurais ao longo de todo o desenvolvimento da humanidade. Estas sementes são componentes fundamentais da agrobiodiversidade e carregam consigo relações entre as sociedades humanas, as plantas cultivadas e os ambientes em que convivem. Desta forma, são frutos de práticas de conservação e promoção de segurança alimentar e nutricional, inclusão social e de desenvolvimento local sustentável, especialmente por apresentarem maior variabilidade genética e serem adaptadas às condições locais e aos sistemas de manejo da agricultura familiar.,A Tese pretender trazer maior compreensão acerca do papel das redes de sementes crioulas na resiliência de comunidades do semiárido nordestino frente ao avanço das sementes coorporativas nestes territórios. A adoção da resiliência socioecológica como abordagem teórica-analítica da tese permitirá a compreensão do fenômeno de atuação das redes de sementes em maior complexidade, considerando a indissociabilidade do subsistema sistema social e ecológico do sistema de estudo, no caso, as comunidades guardiãs de sementes.