RESILIÊNCIA CLIMÁTICA EM AMBIENTES URBANOS:
Avaliação do planejamento urbano e das estratégias de adaptação à mudança do clima da cidade de Fortaleza - Ceará, com foco na vulnerabilidade hidrológica
Resiliência climática, vulnerabilidade urbana, mudanças climáticas, planejamento urbano, ferramentas SIG, dados geomorfológicos, adaptação climática.
Este estudo investiga a resiliência climática da cidade de Fortaleza, Ceará, no contexto das mudanças climáticas e seus impactos em áreas urbanas. A cidade é atualmente um dos maiores centros urbanos do Brasil e enfrenta desafios significativos, devido à urbanização desordenada e à intensificação de eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e inundações. A pesquisa busca avaliar e aprimorar o Índice de Vulnerabilidade às Mudanças Climáticas (IVCC), incorporando novos parâmetros, como características geomorfológicas (relevo e topografia) e o nível de impermeabilização do solo, com o objetivo de ampliar a precisão do mapeamento de áreas vulneráveis e orientar ações de adaptação mais efetivas, inclusive em nível nacional. O trabalho utiliza ferramentas de Sistema de Informações Geográficas (SIG) para processar dados geoespaciais detalhados, provenientes de fontes como o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e imagens de satélite. Essa abordagem possibilita a identificação precisa de áreas mais expostas a riscos climáticos, integrando variáveis físicas e ambientais ao índice de vulnerabilidade. A relevância da pesquisa está na necessidade de promover um planejamento urbano mais sustentável e adaptado às particularidades locais, fortalecendo a capacidade de resposta de Fortaleza frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas. Com uma topografia diversificada, alta densidade populacional e um histórico de eventos climáticos extremos, a cidade requer ferramentas de gestão mais robustas e indicadores aprimorados para subsidiar políticas públicas que reduzam vulnerabilidades e promovam a resiliência urbana. Os resultados esperados incluem o desenvolvimento de mapeamentos detalhados de risco climático, elaborados a partir da integração de dados geomorfológicos e do uso e ocupação do solo. A pesquisa também busca fornecer diretrizes para o aprimoramento de instrumentos de gestão climática, como o Plano Diretor Participativo de Fortaleza e o Plano de Ação Climática Local, alinhando-os às necessidades reais do território. Espera-se que as propostas contribuam para a formulação de políticas públicas mais eficazes, promovendo cidades resilientes, seguras e sustentáveis.