“O FAROL DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA”
Extrativismo Verde, Justiça Energética e Conflitos Socioambientais no Nordeste brasileiro
energia renováveis; Bahia; comunidades de fundo e fecho de pasto; zonas de sacrifício verde; crise climática
O objetivo da pesquisa foi analisar como o Brasil tem promovido a expansão da geração de energia eólica e solar. Para tanto, realizou-se um estudo de caso sobre o desenvolvimento de energia eólica e híbrida na Bahia. Como instrumentos metodológicos, foram utilizados pesquisa bibliográfica, análise documental e entrevistas semiestruturadas com atores-chave. Argumenta-se que o país busca aproveitar a transição energética para promover um modelo de desenvolvimento extrativista verde, baseado em grandes projetos, que reproduz e reforça desigualdades regionais. Os empreendimentos renováveis geram injustiça energética, green grabbing e conflitos socioambientais no Nordeste. A presença de lacunas normativas, a insuficiência de conhecimento, a flexibilização do licenciamento ambiental e as visões estigmatizantes sobre o Semiárido moldam tais conflitos, comprometendo a promoção de uma transição energética justa. Na Bahia, a expansão das usinas eólicas e híbridas concentra e distribui riscos e impactos socioambientais negativos para as Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto (CFFP), transformando seus territórios em zonas de sacrifício verde.