AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DO PEPTÍDEO ANTIMICROBIANO RS NA DEFESA DA SOJA CONTRA A FERRUGEM ASIÁTICA (Phakopsora pachyrhizi).
Glycine max; tolerância; patógeno; urédias; biobalística
A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é considerada uma das doenças mais severas da cultura da soja, devido à velocidade com que se espalha, aos danos que provoca e à sua persistência nas áreas de cultivo. As limitações observadas nas estratégias de manejo convencionais, associadas à crescente resistência do patógeno aos fungicidas, reforçam a necessidade de abordagens biotecnológicas capazes de oferecer mecanismos mais duráveis de tolerância. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver e avaliar plantas de soja transgênicas contendo o peptídeo antimicrobiano RS, visando aprimorar a resposta da cultura à infecção pelo patógeno. A transformação genética foi realizada via biobalística utilizando o vetor GS70692-2pEZAHASEPSPS_RS, contendo o cassete de expressão para o peptídeo RS e para os genes de seleção ahas e epsps. Os eventos regenerados foram submetidos à seleção mediada por herbicidas específicos e posteriormente confirmados por PCR e por teste imunocromatográfico RR. As plantas transformadas foram avaliadas em casa de vegetação sob inoculação controlada com P. pachyrhizi, possibilitando a quantificação da severidade da doença. Os resultados indicaram redução significativa na severidade da ferrugem asiática e no número de pústulas por centímetro quadrado nas linhagens 2.17 e 3.5, quando comparadas ao controle não transformado. Além disso, observou-se formação de urédias menores, esparsas e pouco desenvolvidas, sugerindo uma limitação efetiva do processo de colonização fúngica. Esses achados evidenciam que a expressão do peptídeo RS contribui de forma positiva para a tolerância da planta à doença, reforçando seu potencial como ferramenta biotecnológica para o desenvolvimento de cultivares com maior estabilidade frente ao patógeno.