"Resistência a Orthotospovirus mediada por RNAi em tomateiro"
Orthotospovirus; RNA interferente; resistência; tomateiro
O tomateiro (Solanum lycopersicum L.) é uma das hortaliças de maior importância no mundo. Os vírus do gênero Orthotospovirus estão entre os vírus vegetais mais prejudiciais em toda a extensão mundial, causando danos severos a muitas culturas vegetais importantes. Alguns orthotospovírus são conhecidos como causadores da doença “vira-cabeça”: Tomato spotted wilt virus (TSWV), Tomato chlorotic spot virus (TCSV), Groundnut ringspot virus (GRSV) e Chrysanthemum stem necrosis virus (CSNV). Os orthotospovírus são transmitidos por diversas espécies do inseto tripes. Constatou-se que o gene Sw-5b confere resistência de amplo espectro a vários tospovírus (incluindo TSWV, GRSV e TCSV). No entanto, a resistência mediada por Sw-5b exerceu uma pressão de seleção sobre o TSWV, o que causou o surgimento de cepas resistentes, relatadas em vários países. O objetivo desta pesquisa é obter uma linhagem de tomateiro resistente às diversas espécies de tospovírus prevalentes no Brasil com o uso da estratégia de silenciamento de genes virais por RNAi. Foram desenhados vetores do tipo íntron-hairpin para silenciamento de genes presentes no segmento M do genoma de orthotospovírus. A transferência dos vetores para Agrobacterium tumefaciens foi realizada pelo método de eletroporação. Foram conduzidas várias transformações de explantes cotiledonares de tomate, utilizando o protocolo de Sun et al. (2006). Os explantes foram mantidos em meio de seleção contendo canamicina. Parte dos cotilédones formaram brotos regenerativos que se diferenciam em caules, folhas e raízes. As plantas com raízes foram aclimatadas em solo e mantidas em casa de vegetação. Foram utilizadas fitas de imunotecção da proteína neomicina fosfotransferase II para identificação das plantas transformadas. Até o momento, foram aclimatadas 26 plantas geneticamente modificadas. Foi realizada a extração de DNA de parte dessas plantas a fim de serem utilizadas em PCR para confirmação da transformação genética. As sementes das plantas serão retiradas e guardadas para posteriores experimentos com a progênie.