PPGBOT PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BOTÂNICA DEPTO BOTÂNICA Téléphone/Extension: Indisponible https://www.unb.br/pos-graduacao

Banca de QUALIFICAÇÃO: LETICIA DI CARVALHO MELO E SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LETICIA DI CARVALHO MELO E SILVA
DATA : 30/10/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

"Potencial fitotóxico em tapetes com predominância de musgos da Antártica".


PALAVRAS-CHAVES:

Antártica; briófitas; fitotoxicidade.


PÁGINAS: 34
RESUMO:

A pegada humana tem aumentado na Antártica com a presença de partes vegetais no continente sendo distribuídos no tapete de musgos, até então a vegetação predominante. O estabelecimento de plantas na Antártica é limitado pela temperatura, água líquida disponível e processo de fotoinibição. Os fitotóxicos, produzidos e liberados pelas briófitas sensu lato, podem ser um dos fatores que influenciam a germinação e o estabelecimento dessas plantas. O objetivo desse trabalho foi avaliar diferentes tipos de extração de tapete de musgo e seu efeito fitotóxico. Para avaliar o efeito fitotóxico dos tapetes de musgos, foram feitas extrações das amostras coletadas com água destilada, acetato de etila e acetona. A atividade fitotóxica dos extratos foi avaliada em bioensaio de coleóptilos de trigo e bioensaios com sementes de alface, tomate, cebola e agrião usando doses do extrato nas concentrações em 100, 200, 400, 800 e 1.600ppm. Em seguida, foi realizada cromatografia em camada delgada (CCD) para análise dos compostos presentes nos extratos orgânicos. No bioensaio de coleóptilos, o extrato aquoso não apresentou diferença em relação ao controle e as doses menores apresentaram maior atividade de inibição no extrato com acetato, não havendo diferença entre as doses menores. Por outro lado, no extrato produzido com acetona, as doses maiores resultaram em maior inibição, mostrando uma relação dose-dependente. Assim, para o bioensaio de sementes, foram escolhidos os extratos com acetona e com acetato. As sementes de alface, tomate e agrião apresentaram inibição significativa da parte aérea, enquanto as de cebola mostraram inibição na parte radicular. As inibições da parte aérea variaram entre 42 a 57% nas concentrações de 100, 200, 400, 800 e 1.600ppm. Já para a cebola, a inibição radicular foi consistente, variando de 72% a 74% nas mesmas concentrações. No extrato com acetato de etila, a inibição da parte aérea do agrião variou entre 76% e 79%, enquanto a inibição da parte radicular foi de 74% a 80% para o agrião e de 76% a 82% para a cebola, nas mesmas concentrações. Os bioensaios de agrião e cebola apresentaram atividades parecidas, apesar de terem padrão de inibição diferente e as respostas foram dose-independente. Na cromatografia de camada delgada, foi encontrada um produto majoritário semelhante entre os dois extratos orgânicos de acetato e acetona.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1300817 - DOUGLAS DA COSTA GONTIJO - nullInterno - 405276 - FABIAN BORGHETTI
Externo à Instituição - MARCELO HENRIQUE SOLLER RAMADA - UCB
Presidente - 1921354 - SARAH CHRISTINA CALDAS OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 11/10/2024 14:07
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