Banca de DEFESA: JOÃO GUILHERME VASCONCELOS COSTA DE LACERDA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOÃO GUILHERME VASCONCELOS COSTA DE LACERDA
DATA : 05/03/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório 3 do Instituto de Ciências Biológicas
TÍTULO:

"Duas faces do manejo agroecológico: complexidade espacial, distúrbios e controle biológico mediado por parasitoides."


PALAVRAS-CHAVES:

Transição Agroecológica, biodiversidade, Cerrado, controle biológico conservativo, serviços ecossistêmicos, agricultura tropical


PÁGINAS: 39
RESUMO:

A agricultura sustentável tem como um de seus grandes objetivos a substituição de insumos sintéticos por serviços ecossistêmicos, como o controle biológico; no entanto, seu êxito depende da interação entre o desenho dos habitats agrícolas e a intensidade do manejo. Neste estudo, investigamos como práticas agroecológicas influenciam a estrutura das comunidades de parasitoides e o controle biológico de afídeos em propriedades orgânicas. Entrevistas semiestruturadas foram conduzidas para caracterizar práticas relacionadas à complexidade estrutural (por exemplo, sistemas agroflorestais, plantas de cobertura e áreas de pousio seminatural) e à intensidade de distúrbio (preparo do solo, uso de produtos fitossanitários certificados para a agricultura orgânica e bioinsumos). Os parasitoides foram amostrados em habitats cultivados e não cultivados em propriedades distribuídas ao longo de gradientes de complexidade espacial e intensidade de distúrbio. As comunidades de parasitoides apresentaram elevada sobreposição composicional entre os habitats de cultivo e de bordadura, evidenciando a vegetação não cultivada como um reservatório de inimigos naturais. A complexidade espacial não exerceu efeito significativo sobre a abundância ou a riqueza de parasitoides, enquanto a intensificação dos distúrbios reduziu a equitabilidade das comunidades. A maior riqueza de parasitoides não esteve consistentemente associada ao aumento do controle biológico; por outro lado, o controle esteve principalmente relacionado à equitabilidade da comunidade. Sistemas sob manejo de alta intensidade favoreceram poucos táxons tolerantes ao distúrbio, resultando em desequilíbrios funcionais que facilitaram surtos de afídeos, frequentemente intensificados pelo uso de insumos ricos em nitrogênio. Os resultados revelam um descompasso entre a diversificação de habitats e os regimes de distúrbio adotados, indicando que o redesenho de habitats agrícolas é insuficiente quando práticas intensivas persistem. Assim, uma transição agroecológica robusta requer o acoplamento entre a diversificação espacial e a redução de distúrbios físicos e químicos, de modo a assegurar a provisão estável de serviços ecossistêmicos.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2476936 - MARINA REGINA FRIZZAS
Presidente - 1147029 - PEDRO HENRIQUE BRUM TOGNI
Externa à Instituição - RAFAELLA TEIXEIRA MACIEL OLIVEIRA - OUTROS
Externo à Instituição - RAUL ALBERTO LAUMANN - EMBRAPA
Notícia cadastrada em: 19/02/2026 14:39
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