Capacidade de dispersão de Dalbulus maidis em plantios de milho e influência da infecção por molicutes na morfologia alar
Zea mays; Ecologia de movimento; Morfometria geométrica; Interação insetopatógeno; Enfezamentos; Cigarrinha-do-milho.
funcional demonstrou que a interação patógeno-vetor não é neutra para o desenvolvimento do inseto. A PERMANOVA revelou efeitos significativos do sexo (asa anterior: F = 21,47; R² = 0,0953; p < 0,001; asa posterior: F = 16,15; R² = 0,0726; p < 0,001) e da infectividade (asa anterior: F = 2,89; R² = 0,0257; p = 0,0002; asa posterior: F = 3,95; R² = 0,0355; p < 0,001) sobre a conformação alar, sem interação significativa entre os fatores (p > 0,21). O modelo explicou 13,0% e 11,9% da variação total da forma das asas anterior e posterior, respectivamente. Adicionalmente, a MANOVA indicou efeitos significativos do sexo, da infectividade e da interação entre os fatores sobre os índices aerodinâmicos (Wilks’ λ; p < 0,001), sendo a carga alar (WL) o índice mais sensível às variações entre grupos (Tukey HSD, p < 0,001). Enquanto as fêmeas mantiveram maior estabilidade fenotípica, os machos infectivos exibiram maior plasticidade e sensibilidade às alterações morfológicas. Observou-se ainda que a infectividade esteve associada a modificações na geometria da asa posterior e na razão de aspecto da asa anterior, sugerindo que a presença sistêmica de molicutes impõe custos metabólicos que resultam em fenótipos de voo com eficiência aerodinâmica alterada. Integrando os resultados, conclui-se que a dinâmica populacional de D. maidis é governada por uma restrição comportamental de dispersão que favorece a agregação, ao mesmo tempo em que a infectividade impõe custos aerodinâmicos que podem limitar fisiologicamente a dispersão de longa distância de indivíduos infectivos, moldando a epidemiologia dos enfezamentos em agroecossistemas de milho.