"INVESTIGAÇÃO DA BIOATIVIDADE DE EXTRATOS BRUTOS E FRAÇÕES CROMATOGRÁFICAS DE ALGAS MARRONS ANTÁRTICAS COM ÊNFASE NAS ATIVIDADES ANTITUMORAL E ANTIMICROBIANA."
Desmarestia; Antártida; algas marrons; câncer; câncer de ovário; câncer de mama; extrato bruto; metabólitos secundários; cromatografia líquida de alta eficiência; A2780; MCF7; antimicrobiano; microbiologia; ELISA
A resistência microbiana aos antibióticos e o câncer configuram-se como dois dos principais desafios da saúde pública global. O aumento de cepas multirresistentes dificulta o controle de infecções, especialmente em contextos clínicos complexos. Paralelamente, o câncer permanece entre as principais causas de mortalidade mundial, sendo responsável por milhões de óbitos anuais. Embora tratamentos como quimioterapia e radioterapia sejam amplamente empregados, esses métodos apresentam caráter inespecífico, elevados efeitos colaterais, incluindo efeitos adversos sobre a fertilidade. Nesse cenário, a prospecção de compostos bioativos de origem natural emerge como estratégia promissora para o desenvolvimento de terapias menos invasivas e mais seletivas. As algas marinhas destacam-se como fonte relevante de metabólitos secundários com atividades antioxidante, antitumoral e antimicrobiana. Entre elas, as algas pardas do gênero Desmarestia, amplamente distribuídas em regiões frias do hemisfério sul e predominantes na Antártida, apresentam potencial biotecnológico associado às condições ambientais extremas às quais estão adaptadas. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antiproliferativa e antimicrobiana de extratos brutos diluídos e frações obtidas por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) de espécies do gênero Desmarestia coletadas na Antártida. A atividade antitumoral foi investigada por meio de ensaios in vitro utilizando as linhagens celulares humanas A2780 (câncer de ovário) e MCF7 (câncer de mama). Paralelamente, os extratos foram avaliados quanto ao seu potencial antimicrobiano, considerando o contexto crescente de resistência a fármacos convencionais. Assim, busca-se contribuir para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas com potencial aplicação tanto no tratamento do câncer quanto no combate a infecções causadas por microrganismos resistentes.