REGIONALIZAÇÃO DO MODELO MEGAN v2.1 PARA ESTIMATIVA DE EMISSÃO DE ISOPRENO NO CERRADO BRASILEIRO
Interação biosfera-atmosfera. BVOCs. Índice de Área Foliar. Sensoriamento Remoto. Matopiba.
As emissões biogênicas de isopreno são importantes para a química troposférica e para a formação de aerossóis orgânicos secundários nos trópicos; contudo, o uso e ocupação do solo na região que compreende o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (MATOPIBA) modifica a dinâmica ambiental, desafiando o estudo da variabilidade regional das emissões. Este estudo implementou o modelo MEGAN na plataforma Google Earth Engine, integrando dados de cobertura do solo MapBiomas 10.1, dados de reanálise ERA5-Land e um Índice de Área Foliar dinâmico (LAI Dinâmico) derivado do Sentinel-2, para agosto–outubro de 2020. Os fluxos de isopreno foram validados pelo sensor CrIS (R = 0,78; RMSE = 0,166; p < 0,0001; escala diária) e comparados ao modelo MEGAN-MOHYCAN, que discordou na tendência temporal (Mann-Kendall τ = -0,603; p < 0,000001). Os resultados indicaram um gradiente de emissão cujo pico foi controlado pela fisionomia vegetal, variando de 7,80 mg m⁻² h⁻¹ (Florestal) a 0,17 mg m⁻² h⁻¹ (Pastagem) e considerando a heterogeneidade fitofisionômica do Cerrado. A análise de componentes principais (PCA) indicou o fator hídrico-vegetal (umidade do solo e LAI; R = 0,447) como fator dominante. O modelo regionalizado refletiu o mosaico de emissões do MATOPIBA e trouxe um melhor entendimento dos fluxos biogeoquímicos regionais em um período de estresse ambiental.