A construção discursiva de identidades resistentes: redes de práticas em um movimento social contemporâneo
Marcha da Maconha. Análise de Discurso Crítica. Identidade. Movimentos Sociais. Cultura Canábica.
O presente trabalho tem por objetivo analisar discursivamente a construção simbólica de representações identitárias que perpassam os movimentos sociais canábicos. A Marcha da Maconha do Distrito Federal (MMDF) se configura como um movimento social canábico que luta pela legalização das drogas de uma perspectiva antiproibicionista, mobilizando discursos e representações anti-hegemônicos para ressignificar o uso de substâncias ora proibidas. Além de ser um movimento social, a Marcha da Maconha se insere na cultura canábica, um conjunto de práticas que promovem coesão de grupo e identificação mútua entre usuários de maconha. Para analisar a forma como essa identificação é constituída no discurso, proponho um trabalho etnográfico com a MMDF aliado ao referencial teórico-metodológico da Análise de Discurso Crítica. O trabalho etnográfico envolve observação de campo on-line (no grupo de whatsapp e nas reuniões da MMDF), observação de campo off-line (na Marcha da Maconha e outros eventos promovidos pela MMDF) e grupo focal. Espero com esse trabalho analisar a construção discursiva de identidades sociais no movimento social canábico, identificar discursos e práticas mobilizados para ressignificar as representações sobre a maconha e descrever o que os participantes entendem por cultura canábica.