Banca de DEFESA: ROSEANE CRISTIANE CORREIA LIMA DOS REIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ROSEANE CRISTIANE CORREIA LIMA DOS REIS
DATA : 14/07/2026
HORA: 14:30
LOCAL: INSTITUTO DE LETRAS
TÍTULO:

ESCREVER-SE: A relação das mulheres com a escrita como espaço de autoria e afirmação da existência.


PALAVRAS-CHAVES:

EscreVER-se; autoria criativa; identidade escritora; colonialidade da escrita; decolonialidade; escrita autoral; análise de discurso crítica.


PÁGINAS: 237
RESUMO:

Esta dissertação investiga a relação das mulheres com a escrita como espaço de autoria e afirmação da existência. Vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade de Brasília (PPGL/UnB) e ao Grupo de Pesquisa em Educação Crítica e Autoria Criativa (GECRIA/UnB/CNPq), a pesquisa tem como objetivo compreender como mulheres que escrevem no Distrito Federal constroem sentidos sobre a escrita, a autoria e a identidade escritora, e de que modo essas experiências são atravessadas pelas relações de poder reguladas pelas ordens do discurso da escrita no sistema-mundo-moderno-colonial. Em diálogo com os Estudos Críticos do Discurso (Fairclough, 2001; Wodak, 2004; Van Dijk, 2012) e a perspectiva decolonial (Walsh, 2009; Quijano, 2005; Bispo dos Santos, 2023), proponho o conceito de colonialidade da escrita para nomear os processos históricos e discursivos que produziram hierarquias entre sujeitos, saberes e formas de linguagem, impactando particularmente a relação das mulheres com a escrita. As epistemologias da escrita, da autoria e da escrita de si (Cixous, 2022; Lorde, 2019; Anzaldúa, 2000; Rago, 2013; Dias, 2023) possibilitam compreender a escrita como um território de produção de sentidos, no qual mulheres elaboram experiências, constroem autoria e afirmam suas existências. O estudo adota uma abordagem qualitativa de inspiração (auto)etnográfico-discursiva crítica (Thomas, 1993; Magalhães, 2000), articulada por meio da Gira dialógica, dispositivo teóricometodológico constituído nesta pesquisa para promover encontros entre diferentes existências discursivas. O corpus é constituído por questionário, ciclo de leitura e escrita, textos produzidos por mulheres que escrevem no Distrito Federal, diário de mestranda e notas de pesquisa. Os sentidos que emergiram dos diálogos mostram que a relação das mulheres com a escrita é atravessada por experiências de vergonha, visibilidade, silenciamento, racialização, marginalização discursiva e disputas pela legitimidade da palavra. Ao mesmo tempo, revelam que a escrita pode constituir-se como prática de constituição de si, elaboração da experiência e afirmação da existência. Nesse contexto, o estudo propõe o conceito de EscreVERse como processo de constituição de si por meio da palavra e compreende a escrita criativa autoral como uma prática decolonial da existência, capaz de abrir caminhos para a autoria, fortalecer a identidade escritora e semear vida onde a colonialidade produziu apagamentos e interdições.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1171102 - MARIA LUIZA MONTEIRO SALES COROA
Interna - 1719965 - JULIANA DE FREITAS DIAS
Externa ao Programa - 1423437 - CAROLINA GONCALVES GONZALEZ - UnBExterna à Instituição - Sila Marisa de Oliveira - MOARA
Notícia cadastrada em: 08/07/2026 09:05
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