Banca de DEFESA: Franciene Soares Barbosa de Andrade

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Franciene Soares Barbosa de Andrade
DATA : 22/03/2023
HORA: 14:30
LOCAL: REMOTO
TÍTULO:

PRÁTICAS SOCIAIS DE PEDAGOGIA SISTÊMICA RESSIGNIFICANDO MODOS DE PENSAR, SENTIR, (INTER)AGIR E SER NO CONTEXTO ESCOLAR: Um estudo crítico do discurso


PALAVRAS-CHAVES:

Pedagogia Sistêmica; Estudo Crítico do Discurso; prática social; contexto escolar; atores escolares.


PÁGINAS: 495
RESUMO:

Na tradução da ‘crise’ na educação, há uma naturalização de causa e consequência que, muitas vezes anula a ação, representação e identificação dos atores escolares. As recorrências de representações discursivas sobre a ‘crise’ na educação são reproduzidas nas falas de atores escolares por meio de um ‘discurso fatalista’ e não para possibilidades de mudança. Por isso, pode haver o sentimento de impotência nos processos identitários de atores escolares e de suas representações e ações imobilizadas diante da ‘crise’ da educação. Partindo dessa perspectiva, o objeto de estudo desta tese apresenta os desafios da educação, sem debruçar-se na problemática social, visto que, busca contribuir com um discurso de possibilidades alternativas de superação, em detrimento da manutenção da fatalidade discursiva da ‘crise na educação’. Sob essa perspectiva, este estudo tem como objetivo geral, a partir de uma questão motivadora em vez do problema em si, compreender as práticas sociais de Pedagogia Sistêmica como possibilidades de (re)significação de modos de pensar, sentir, (inter)agir e ser em contextos de educação infantil e de séries iniciais do Ensino Fundamental, do Distrito Federal. Os Estudos Críticos do Discurso são a base teórica desta investigação que também se apresentam como base metodológica, no termo da Análise de Discurso Crítica (ADC), tendo como estudiosos principais, Chouliaraki e Fairclough (1999); Fairclough (2003) e suas vinculações ao Realismo Crítico de Bhaskar (1989,1998). Destacam-se também as contribuições de Magalhães (2005) e de Rezende e Ramalho (2004, 2017). Estes referenciais teóricos são associados a uma pesquisa qualitativa de cunho etnográfico, além disso, como essa abordagem teóricometodológica propõe um diálogo com outras abordagens, acrescenta-se à perspectiva da Pedagogia Crítica de Paulo Freire (1921,1979, 1981, 2002 e 2005) e às perspectivas da própria Pedagogia Sistêmica, Hellinger (2008, 2020); Garcia Olvera (2010, 2019); Marianne Franke-Gricksch (2014); Enrich Parellada (2006); Vilaginés Traveset (2007); Nuñez Alvarez (2017); e Fonseca (2013, 2018 2019). Como resultados, verificamos que a Pedagogia Sistêmcia se constitui de um campo léxico-semântico específico que permea suas práticas sociais particulares. Esses léxicos são norteados pelas leis do amor de Hellinger (1998): Pertencimento (todos/cada um), ordem (lugar de função/chegada na vida) e equilibrio (dar/tomar). O que mais se evidenciou entre os colaboradores foi ‘o estar no lugar’, com significação de função/papel, que contempla as três leis. Há uma ressignificação na negociação de identidades, como o docente não ocupar o lugar da família na (inter)ação com o aluno. Produz-se possibilidades de mudança acionando questionamentos em relação a interações sociais legitimadas por assimetria de poder. Ademais, vimos que práticas sociais de Pedagogia Sistêmica não representam práticas institucionalizadas de ideologias hegemônicas e nem de relações de poder autoritárias. Desse modo, é notável que práticas sociais de Pedagogia Sistêmica criam diversas possibilidades de ressignificação dos modos de pensar, sentir, interagir e ser nos contextos escolares, contudo, encontra-se em um processo muito recente.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDUARDO CARDOSO MARTINS - UFAM
Externa à Instituição - FABIANA LUZIA DE REZENDE MENDONCA - SEEDF
Interna - 1719965 - JULIANA DE FREITAS DIAS
Presidente - 1171102 - MARIA LUIZA MONTEIRO SALES COROA
Externa ao Programa - 1035053 - MARINEY PEREIRA CONCEICAO
Notícia cadastrada em: 09/03/2023 11:07
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