Banca de DEFESA: Juliana Ferreira Vassolér

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Juliana Ferreira Vassolér
DATA : 19/07/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Híbrida Auditório 02 - IB
TÍTULO:

RESSIGNIFICANDO O BANZO: UMA ANÁLISE CRÍTICA DE DISCURSOS ANTIRRACISTAS EM CANÇÕES DE RAP CONTEMPORÂNEAS


PALAVRAS-CHAVES:

LAC. ADC. Banzo. Antirracismo. Devir Negro.


PÁGINAS: 333
RESUMO:

Esta tese resulta de uma pesquisa de natureza qualitativa (descritiva e interpretativa) elaborada a partir dos pressupostos da Análise de Discurso Crítica (FAIRCLOUGH, 2001 [1992], 2003; CHOULIARAKI; FAIRCLOUGH, 1999; RESENDE; RAMALHO, 2016; BATISTA JR, SATO; MELO, 2018); dos Estudos Críticos do Discurso (VAN DIJK, 1992, 2015, 2012, 2021; RESENDE, 2019, 2022; GEE, 1989, 2001, 2005; VAN LEEUWEN, 1997, 2008; PAVEAU, 2019, 2019a); dos Estudos Culturais (HALL, 1997, 2015, 2016, 2018; GILROY, 2017 [2012]; BHABHA, 2019 [2013]; WALSH, 2010); e dos Estudos Decoloniais (FANON, 2008, 2015; MBEMBE, 2018; NASCIMENTO, 2019; SILVA E SILVA, 2019; SOUZA, 2011, 2012; BELL HOOKS, 2019 [2017]; KILOMBA, 2019; MUNANGA, 2004; BERNADINO-COSTA; MALDONADO-TORRES; GROSFOGUEL, 2020; DUSSEL, 2016; SOUZA, 1983; GOMES, 2017). Tem como objetivo analisar linguisticamente os discursos das canções de rap produzidas no contexto sociocultural do Brasil para conceber, a partir das representações e identidades que emergem no gênero em estudo, como esses textos refletem discursos antirracistas e identidades decoloniais. É com esse entendimento que a pesquisa apresenta a proposta de um quadro sociocognitivo de categorias linguísticas para análise do discurso antirracista e desenvolve o conceito de Banzo como conceito que opera no domínio discursivo, transformando modos de saber, agir e ser, ou seja, enquanto condição existencial de ser negro; centraliza uma perspectiva afrocentrada de linguagem, estilo, estética, história, cultura e saberes ancestrais que se propõem a questionar/repensar a forma como as ideias de colonialidade/modernidade exclui jovens negros e, a partir disso, reexistir. Os resultados alcançados na pesquisa apontam que o discurso produzido nas canções de rap permitem insurgências do ser no sentido de possibilitar ao sujeito o reconhecimento de uma ancestralidade negra ativa. Essas insurgências incorrem em descontinuidades discursivas que elaboram novas formas de representação para jovens negros, decolonizando o ser e viabilizando “um devir negro no mundo” (MBEMBE, 2018, p. 6), amparado por essas identidades raciais que, por seu turno, encorajam novas práticas e mudanças sociais. Desse modo, reconhecer-se e reconhecer vivências ancestrais, acumular saberes, transgredir e resistir aos brutais processos de subalternização remete a um movimento de ressignificação não só do significado do termo negro, mas também de uma condição existencial de ser negro instaurada no nexo da razão negra afrocentrada. Significa agir no sentido de mudança das estruturas sociais que pressupõem a consciência emancipatória, a ação criativa e transformadora, o compromisso ético-político com a alteridade, com as insurgências e com as descontinuidades, nos oferecendo novos modos de representar, de pensar e de ser.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1713830 - KLEBER APARECIDO DA SILVA
Interna - 1093236 - FRANCISCA CORDELIA OLIVEIRA DA SILVA
Interna - 1766155 - ROSINEIDE MAGALHAES DE SOUSA
Externo à Instituição - ANDRE LUCIO BENTO - SEEDF
Externo à Instituição - FERNANDO CEZAR MELO DE OLIVEIRA - UNILA
Externa à Instituição - HELENICE JOVIANO ROQUE DE FARIA - UNEMAT
Notícia cadastrada em: 18/07/2023 11:50
SIGAA | Secretaria de Tecnologia da Informação - STI - (61) 3107-0102 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app23.sigaa23