Banca de DEFESA: Josiane Prescendo Tonin

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Josiane Prescendo Tonin
DATA : 15/10/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Teams
TÍTULO:

FORMAR-SE EM COMUNIDADE COMO ATO DE TRANSGRESSÃO: UM ESTUDO (AUTO)ETNOGRÁFICO SOBRE ENSINO DE LÍNGUAS, MULTILETRAMENTOS E (SOCIO)LINGUÍSTICA


PALAVRAS-CHAVES:

Sociolinguística; Letramentos Múltiplos; Comunidades Tradicionais; Práxis Docente;


PÁGINAS: 222
RESUMO:

O presente trabalho constitui-se de uma pesquisa qualitativa de cunho (auto)etnográfico (Erickson, 1991; Fetterman, 2010; Adams; Ellis; Jones, 2016) que visa investigar as práticas sociolinguísticas (Bortoni-Ricardo, 2014), a variação linguística (Bagno, 2006[1999]) e os letramentos (Kleiman, 2005; Street, 2014) inseridos na práxis docente dos professores-pesquisadores que atuam nas comunidades visitadas ao longo deste trabalho. Discorro sobre suas histórias de vida no ambiente sociocultural onde vivem e a influência desse aspecto na construção de suas identidades docentes. Nesta perspectiva, busco identificar as estratégias de ensino da professora quilombola que ensina Português em sua comunidade em Goiás e do professor indígena-ribeirinho do Amazonas que ensina as Línguas Inglesa, Portuguesa e Nheengatu na zona rural do município de Manaus. Lembro, ainda, que os participantes desta pesquisa são membros de comunidades tradicionais brasileiras, grupos com formas próprias de organização social, que ocupam e utilizam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social e religiosa (Brasil, 2007). Nesse contexto, ao desempenharem seus papéis como docentes, esses profissionais legitimam estratégias de ensino múltiplas com o intuito de apresentar aos alunos práticas de letramento heterogêneas sem que exista um único foco. Divergem, assim, de uma prática social e escolar que apresenta a língua apenas em sua variedade padrão, o que reforça o mito da existência de uma língua única, valorizada e dominante (Street, 2014) e o estigma de que outras variedades são inadequadas e com status inferior. Ambos os participantes da pesquisa buscam lançar um olhar mais crítico para a maneira como a variação linguística é apresentada aos estudantes e de que forma isso pode (re)construir a relação dos discentes com a norma-padrão ensinada nas escolas e com o espaço escolar propriamente dito (Scherrer, 2005). Por outro lado, discuto o porquê de trazer para a sala de aula os construtos acima apresentados, pois eles se configuram como uma forma de desvelar o mito da existência de uma língua estática e, dessa forma, proporcionar a reflexão acerca de métodos preciosistas de ensino de língua. A partir desses apontamentos, busco tecer uma análise de como combater as relações de poder sustentadas por discursos uniformizantes das línguas, bem como o fundamental papel da escola e de seus professores na luta por uma sociedade mais igualitária e justa. Por último, apresento os esforços desses docentes na preservação dos saberes e fazeres de suas comunidades ao suscitar para os estudantes o valor e a relevância de manter suas tradições, sob a ótica de que não existem melhores ou piores povos e culturas, mas sim diferentes culturas e saberes.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - FRANCESCA DEGLI ATTI - UNISALENTO
Externa ao Programa - 2322876 - MONICA CASTAGNA MOLINA - nullInterna - 2572613 - ORMEZINDA MARIA RIBEIRO
Presidente - 1766155 - ROSINEIDE MAGALHAES DE SOUSA
Externa à Instituição - Vangela do Carmo Oliveira Vasconcelos - SEEDF
Notícia cadastrada em: 07/10/2025 10:12
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