Banca de QUALIFICAÇÃO: JEANE MARIA DA SILVA XAVIER

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JEANE MARIA DA SILVA XAVIER
DATA : 18/11/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Sala do LabTex
TÍTULO:

REPRESENTAÇÕES FEMININAS E ETÁRIAS NO AMBIENTE ESCOLAR


PALAVRAS-CHAVES:

Feminismo, Etarismo, Discurso, Raça.


PÁGINAS: 75
RESUMO:

O estudo a que este projeto se propõe objetiva verificar, com base na Análise de Discurso Crítica (ADC), as representações femininas e em sala de aula considerando estereótipos de raça, de gênero e etárias, possibilitando o reconhecimento identitário e representacional feminino, lançando um olhar sobre o interesse de mulheres mais velhas em ocuparem ambientes formais de educação. Para isso, essa análise se dará no Centro Interescolar de Línguas do Paranoá (CIL). Olhar para a subjetividade dessas mulheres é dar lugar ao reconhecimento de suas identidades, buscando reconhecer os preconceitos que estruturam suas visões de mundo e as forçam a carregar nas memórias o estereótipo da mulher, mais velha, dona de casa e mãe. A personificação dessa figura no imaginário dessas mulheres não cabe no ambiente de sala de aula, o que pode gerar nelas uma sensação de não pertencimento. Assim, surge a curiosidade de entender o porquê de, ainda imperar a visão da mulher subserviente e relegada às funções domésticas e maternas. Segundo Bourdieu e Passeron (1975) a escola reproduz essa cultura dominante e, em vez de diminuir as desigualdades sociais ela as salienta. Analisando o constructo social dessas mulheres, consideramos aqui que elas pertencem a construções familiares tipicamente patriarcais, nas quais a mulher ainda é a “dona de casa” e, mesmo que trabalhem fora ou frequentem a escola, são responsáveis pelos afazeres domésticos. Crescendo nesses ambientes, reverberam tanto os discursos quanto os comportamentos com os quais convivem, se comportando de maneira acrítica diante dos fenômenos. Nessa perspectiva, cresceu a curiosidade de investigar como o discurso a que essas mulheres estão expostas interfere no reconhecimento de sua/s identidade/s e como o letramento crítico pode romper esse/s padrão/ões de reconhecimento. O discurso produz a linguagem e se relaciona com a história e com as construções sociais dos indivíduos. Fairclough (2001) prevê que a sociedade estabelece os discursos a partir das relações de classe, gênero, raça, mas também por instituições, como a escola e, dialeticamente, o discurso também molda a sociedade. Discursos estão imbricados nas práticas sociais dos indivíduos, essa visão coaduna com Althusser (1970, p. 90), que afirma que “o sujeito age enquanto é agido pelo sistema”. Para Lima (2007), “os conceitos de raça, etnia, idade e gênero são importantes para a Educação, pois ela está implicada na construção de sujeitos, na constituição de identidades”. Desse modo, intenciona-se explorar a memória afetiva, em uma pesquisa de cunho etnográfico, como uma forma de construção epistemológica, que pode resultar no reconhecimento dessas identidades. Buscar transformar a realidade com a qual essas mulheres estão familiarizadas é uma das propostas aqui, a fim de que sejam desconstruídos esquemas discursivos que resultam na visão superficial do papel feminino negro na sociedade.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - Juliana Araujo Ribeiro - SEEDF
Presidente - 1171102 - MARIA LUIZA MONTEIRO SALES COROA
Interna - 1745749 - MARIANA ROSA MASTRELLA DE ANDRADE
Notícia cadastrada em: 31/10/2025 11:08
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