Banca de DEFESA: Laura Nunes Pinto

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Laura Nunes Pinto
DATA : 29/06/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Plataforma Teams
TÍTULO:

O ensino de inglês no atravessamento do neoliberalismo: Identidades de professoras/es de língua inglesa nos Centros Interescolares de Línguas (CILs) do Distrito Federal.


PALAVRAS-CHAVES:

identidade docente; neoliberalismo; educação linguística; ensino de língua inglesa.


PÁGINAS: 216
RESUMO:

Esta pesquisa problematiza como a educação linguística tem sido atravessada por discursos, práticas e políticas que associam o domínio da língua inglesa a ideais mercadológicos. Considerando os processos de neoliberalização da educação linguística, a globalização, a colonialidade do saber, as reformas educacionais, os discursos sobre desempenho e a precarização das atividades docentes, discutimos como essas questões atravessam a constituição das identidades de professoras/es de língua inglesa. A pesquisa surge do interesse em investigar a educação linguística e as identidades docentes, bem como a influência das políticas e racionalidades neoliberais na educação pública. Argumenta-se que o ensino da língua inglesa tem sido frequentemente vinculado a valores de competitividade e mercado, refletindo perspectivas coloniais que podem conformar as praxiologias docentes a modelos padronizados. O estudo fundamenta-se nos conceitos de identidades Hall (2003); Silva (2014); Tilio (2019), empreendedorismo linguístico (De Costa; Park; Wee, 2021), realismo capitalista e fatalismo paralisante (Fisher, 2020), colonialidade do saber e do poder (Quijano, 2005), educação como prática da liberdade Freire (1967); hooks (2013), educação linguística crítica (Pennycook, 1994); Canagarajah (1999); Norton (2013); Mastrella-de-Andrade (2019); Pessoa (2019) e neoliberalismo na educação Laval (2004); Charlot (2020). O objetivo geral do trabalho é discutir e problematizar os processos de construção identitária docente de professoras e professores de língua inglesa dos Centros Interescolares de Línguas (CILs) do Distrito Federal, considerando o cenário atual de neoliberalização de atividades docentes, discutindo como a neoliberalização das políticas de ensino de língua inglesa operam nesse processo de construção identitária. Os objetivos específicos são: discutir como os saberes hegemônicos engendrados nas relações sociais operam na construção de identidades conformes; discutir como a precarização do trabalho docente influencia na construção dos processos identitários dessas/es professoras/es; problematizar como as/os docentes encontram meios para ressignificar e resistir aos impactos da neoliberalização da educação em suas identidades docentes. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa crítica, de perspectiva interpretativista (Moita Lopes, 1994), e fundamenta-se na metodologia da pesquisa-formação (Silvestre, 2016), que articula, de forma simultânea e reflexiva, os processos de pesquisa e formação. O material empírico foi gerado em um percurso formativo composto por seis encontros com professoras e professores de língua inglesa dos CILs do Distrito Federal. Os instrumentos utilizados foram gravações dos encontros on-line, atividades desenvolvidas pelas/os participantes e diário de campo. Os resultados demonstram que as identidades docentes são constituídas na articulação entre saberes hegemônicos, condições materiais de trabalho e possibilidades de resistência. Discursos relacionados à fluência idealizada, à alta performance, ao empreendedorismo linguístico e à figura do professor produtivo operam na construção de identidades docentes, produzindo sentimentos de insuficiência e autorresponsabilização. As condições de trabalho docente mostraram-se centrais na constituição das identidades, influenciando as praxiologias e o reconhecimento profissional. Ao mesmo tempo, a pesquisa evidenciou que práticas de colaboração se constituem como resistência à lógica individualizante da educação. Por fim, a tese contribui para mostrar como discursos de poder se fazem presentes na constituição das identidades docentes, como a lógica neoliberal e a colonialidade atravessam a educação linguística e como a coletividade se apresenta como força de resistência e criação de possibilidades outras para os contextos públicos de educação linguística.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1420976 - AVRAM STANLEY BLUM - nullExterna à Instituição - JHULIANE EVELYN DA SILVA - UFOP
Interna - 1171102 - MARIA LUIZA MONTEIRO SALES COROA
Presidente - 1745749 - MARIANA ROSA MASTRELLA DE ANDRADE
Externa à Instituição - ROSANE ROCHA PESSOA - UFG
Notícia cadastrada em: 11/06/2026 09:07
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