Ações e interações dos movimentos sociais contra a transfobia: uma análise discursiva crítica.
Agência. Pessoas trans e travestis. Análise de Discurso Crítica.
Este projeto de pesquisa, proposto para a qualificação no Programa de Pós-Graduação em Linguística, visa interpretar e analisar discursivamente as formas de agência e subversão de práticas sociais e discursos antitransfobia, ou seja, como os discursos de resistência reproduzem, questionam e problematizam as estruturas sociais opressoras de gênero, raça e classe. Nesse viés, os Estudos Críticos do Discurso servem como base teóricametodológica para esta pesquisa. Utilizam-se alicerces teóricos dos Estudos Críticos do Discurso Decoloniais, partindo de Chouliaraki e Fairclough (1999), Fairclough (2001, 2003), e avançando para Gomes (2021), Resende e Ramalho (2017), Resende (2017), Vieira e Resende (2016), Carvalho (2024), Nascimento, Araújo, Vieira (2026), Melo (2025) articulados de modo dialético com o campo dos Estudos de Gênero — como Bento (2012), Bento e Pelúcio (2012), Butler (2021, 2022, 2024) e Louro (1999). Pesquisamos as ações de comunicação do movimento social Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), principalmente por meio de pesquisa documental, com o apoio de entrevistas, para compreender as formas de agência e relações de poder. O corpus documental principal é composto por materiais digitais, como cartilhas denunciativas, postagens em redes sociais, orientações, guias, notas públicas e participação em podcasts publicados nos perfis oficiais da associação no período de janeiro de 2025 a setembro de 2026. Para responder às questões de pesquisa, utilizaremos categorias semióticodiscursivas: propósitos de atividade social-semiótica, composição genérica e movimentos retóricos; representação de eventos e interação-representação de atores sociais; e, por fim, a interdiscursividade.