Letramento visual como prática social: conexões sociossemióticas a partir do conjunto escultórico de Alfredo Ceschiatti nos espaços de poder de Brasília.
multiletramento, arte, discurso, intertextualidade, educação.
O conjunto escultórico do artista e ex-professor da Universidade de Brasília, Alfredo Ceschiatti, é o ponto de partida dessa pesquisa que busca unir arte, linguagem e educação. O mineiro de ascendência greco-italiana é o criador das esculturas que estão integradas a alguns dos mais importantes espaços de poder de Brasília. As esculturas femininas de Ceschiatti estão no Congresso Nacional, no Supremo Tribunal Federal, na Biblioteca Central da Universidade de Brasília, no Palácio Itamaraty, no Palácio da Alvorada, no Palácio do Jaburu e no Teatro Nacional Claudio Santoro. No intuito de abordar o letramento visual como prática social a pesquisa permeia a análise crítica do discurso, a intertextualidade, a semiótica social e a multimodalidade. No percurso importa saber quais são os intertextos que dialogam com as obras e como esses colaboram com o letramento visual e o ensino. Para tanto foram convocadas outras áreas de linguagem como o cinema, o teatro, a pintura e a literatura dramática. Como a mitologia greco-romana está atrelada à temática principal das esculturas, essa também foi abordada com o objetivo de ampliar o letramento e o estudo da linguagem. A pesquisa conta com depoimentos que envolvem arte, linguagem e educação: esses, integrados ao final de cada capítulo. Metodologicamente foram escolhidas algumas colaboradoras, entre as representantes de cada um dos espaços públicos que recepcionam as obras em tela estão: duas parlamentares, duas juízas, uma reitora, uma diplomata, uma socióloga, uma professora e uma bailarina.