OS ECOS DE NOSSAS VOZES: letramentos críticos reflexivos como prática discursivo-identitária de (re)existência
Análise de Discurso Crítica. Práticas discursivo-identitárias. Letramentos críticos reflexivos. Escrita autoral.
Esta pesquisa pretende investigar como práticas decoloniais de leitura e escrita vivenciadas no contexto da Universidade Aberta do Brasil dialogam com mudanças nas práticas discursivo-identitárias. Nesse sentido, seus resultados são relevantes e contribuem com os estudos do Grupo de Estudos Autoria Criativa (GECRIA/UnB), visando mudanças identitárias do ponto de vista pessoal, social (estudante universitária e futura professora) e de agência de mudança. A investigação utilizará referenciais teórico-metodológicos dos Estudos Críticos do Discurso, sobretudo a Análise de Discurso Crítica (Chouliaraki; Fairclough, 1999; Fairclough, 2001, 2003) e os diálogos da América do Sul (Resende, 2019; Vieira; Resende, 2016; Dias, 2011, 2015, 2020; Magalhães, 2017; Magalhães e outros, 2013), relacionados com a Teoria Social do Letramento (Barton, 1994; Barton e Hamilton, 1998; Street, 1993, 2014; Freire, 1987, 2005; Kleiman, 1995; Soares, 2003; Ribeiro, 2003; Jesus, 2017; Rios, 2013; Borges, 2015, 2017; Sousa, 2019; Monte Mor, s.d.; Souza, 2009), bem como com as perspectivas decoloniais (Maldonado‑Torres, 2007; Quijano, 2009; Santos, 2009; Dias, Coroa e Lima, 2018; Resende, 2019; Vieira, 2019) e com as pesquisas de escrita autoral e criativa realizadas no âmbito do Grupo de Estudos Autoria Criativa (GECRIA-UnB/CNPq). Os dados serão gerados a partir dos portfólios e textos coletivos produzidos pelas participantes da pesquisa em uma comunidade de aprendizagem do GECRIA nos anos de 2020 e 2021 e de entrevistas com essas estudantes no ano de 2022. Os dados serão analisados com base no repertório teórico da ADC e nos diálogos transdisciplinares com os estudos do Letramento, das perspectivas decoloniais e das pesquisas sobre autoria criativa, realizadas no GECRIA. A compreensão poderá contribuir com a reflexão de sobre mudanças identitárias do ponto de vista pessoal, social (estudante universitária e futura professora) e de agência de mudança no âmbito da universidade a partir do trabalho com letramentos críticos reflexivos como prática discursivo-identitária de (re)existência.