Banca de DEFESA: JULYANA PERES CARVALHO PORTUGAL

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JULYANA PERES CARVALHO PORTUGAL
DATA : 15/12/2025
HORA: 14:00
LOCAL: meet
TÍTULO:

A REVOGAÇÃO DA LEI 11.161/2005 E A AGÊNCIA POLÍTICA DE PROFESSORES DE ESPANHOL DO DISTRITO FEDERAL: INTERPRETAÇÃO E APROPRIAÇÃO DE UMA POLÍTICA LINGUÍSTICA DE EXCLUSÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA


PALAVRAS-CHAVES:

Espanhol. Lei 11.161/2005. Política Linguística. Agência Política. Etnografia da Política Linguística.


PÁGINAS: 420
RESUMO:

O ensino de Espanhol no Brasil remonta mais de 100 anos de história, com um percurso instável nas diretrizes educacionais. Entretanto, em 2005, a oferta do ensino dessa língua se tornou obrigatória através da Lei Federal 11.161/2005, a “Lei do Espanhol”. Essa política linguística (PL) representou a democratização no ensino de línguas estrangeiras no Brasil e uma grande valorização do ensino de Espanhol. Contudo, de maneira arbitrária e unilateral, a Lei 11.161 foi revogada pela Lei 13.415/2017, a “Lei da Reforma do Ensino Médio”. Tal legislação, aprovada sem a devida discussão com a comunidade escolar, instituiu o Inglês como a única língua estrangeira de caráter obrigatório no sistema educacional brasileiro, revelando-se uma PL de exclusão. Diante desse cenário, a revogação da Lei 11.161 despertou parte da sociedade civil para o exercício da agência política, ao evidenciar uma comunidade consciente de seu papel interventivo, capaz de intervir nos rumos de PLs instituídas de maneira unilateral. Os professores de Espanhol, em especial, são importantes agentes , decisores finais das PLs em seus contextos locais e institucionais, pois são os que as efetivam. Assim, este estudo, de caráter qualitativo-interpretativista, consiste em uma investigação de método misto ao combinar a Etnografia da Política Linguística (EPL) e a Análise Temática (AT), no intuito de investigar a agência política de professores de Espanhol do Distrito Federal (DF) no contexto da revogação da Lei 11.161/2005. O estudo busca compreender como os docentes interpretam e se apropriam dessa PL de exclusão, bem como os processos de resistência, negociação e/ou reprodução que emergem em diferentes contextos de ensino. Esta investigação utilizou como instrumentos de obtenção de dados um questionário online aplicado a 60 professores de Espanhol do DF, entrevistas semiestruturadas realizadas com 12 professores, bem como a Triangulação como método para analisar os dados obtidos. Os resultados evidenciam que os professores de Espanhol do DF têm resistido e negociado a PL de exclusão, simultaneamente. De igual modo, foram identificadas 22 formas pelas quais os professores de Espanhol do DF têm se apropriado da PL de exclusão (10 formas de resistir, 6 de negociar e 6 de reproduzir a PL). No tocante à agência política, os professores de Espanhol do DF entendem que podem exercê-la em nível individual em seus contextos locais e institucionais. Porém, sentem-se impotentes para intervir em contextos macro da PL. De igual modo, esses professores acreditam que a agência coletiva é capaz de intervir nos rumos da PL de exclusão do Espanhol do sistema educacional.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.715.021-** - ANA BEATRIZ BARBOSA DE SOUZA - UnB
Externa à Instituição - ANGELISE FAGUNDES DA SILVA - UFFS
Externa à Instituição - CLEIDIMAR APARECIDA MENDONÇA E SILVA - UFG
Interno - 1713830 - KLEBER APARECIDO DA SILVA
Externa ao Programa - 3941359 - YAMILKA RABASA FERNANDEZ - null
Notícia cadastrada em: 15/12/2025 12:07
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