PROBLEMATIZANDO PRAXIOLOGIAS TRANSLÍNGUES NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORAS DE LÍNGUA INGLESA: expansão de sentidos em um grupo de estudos para a rede estadual de Goiás
Formação continuada de professoras de inglês. Decolonialidade. Translinguagem. GEPLIGO. Pamonhada.
A formação crítica de professores de línguas é uma das pautas centrais nas pesquisas desenvolvidas no campo da Linguística Aplicada Crítica. Portanto, esta pesquisa parte de meus encontros e desestabilizações na formação continuada de professoras de língua inglesa, na qual delineio sentidos a partir da metáfora da Pamonhada. A tese se envolve em uma postura decolonial com o objetivo de estabelecer um diálogo sobre um contexto local situado de formação continuada de professoras de língua inglesa do estado de Goiás, o GEPLIGO. Busco discutir os sentidos negociados e expandidos, as praxiologias vivenciadas nesse Grupo de Estudos pelas agentes da pesquisa, sob a lente da translinguagem. Argumento em favor da compreensão de que praxiologias translíngues podem favorecer a justiça social e cognitiva, tendo em vista a possibilidade de o reconhecimento e a valorização de repertórios individuais mobilizados para produzir sentidos em ambiente de educação linguística e, consequentemente, nas práticas sociais cotidianas. Essa reflexão parte de questionamentos relacionados à visão do Brasil como um país monolíngue, à invenção de línguas nomeadas simbolicamente representantes de um estado-nação e à percepção de que as práticas linguísticas englobam outros elementos, sensoriais e espaciais, por exemplo, além do uso intercambiável de uma língua e outra. O material empírico é gerado e discutido de uma perspectiva interpretativista, refletindo sentidos da pesquisa sentipensante, por meio de fontes diversas – reflexões iniciais e finais, relato de experiências (sharing sessions), interações nos encontros do grupo. O conceito de praxiologia translíngue coconstruído mostra que o modo de produção de sentidos e os sentidos são expandidos em relação à identidade do professor de língua inglesa, à educação linguística, à intersecção entre repertórios/língua e sociedade, sob uma visão crítica de que agimos na e pela linguagem. As praxiologias emergidas no GEPLIGO podem sulear políticas linguísticas de formação continuada para professoras/es de línguas, a partir de um contexto local goiano no Sul Global.