Transição Sistêmica de Poder no Sistema Internacional: China e Estados Unidos em Foco
China, Estados Unidos, Transição de Poder, Hegemonia, Complexidade Hegemônica; Rivalidade Hegemônica; Rota da Seda
Esta dissertação examina a transição hegemônica em curso entre a China e os Estados Unidos (2001–2024), afastando-se de narrativas tradicionais e lineares de transição de poder. A partir da teoria Complex Hegemony, o sistema internacional é entendido como um fenômeno emergente e auto-organizado, no qual o poder resulta da interação dinâmica entre as forças e domínios econômico, político-ideológico, tecnológico e militar. Neste estudo, sustenta-se que o protagonismo militar dos EUA persiste, mas sua posição hegemônica enfrenta restrições crescentes, associadas à volatilidade econômica, à sobreextensão militar e à erosão da capacidade de sustentar consentimento internacional. Em contraste, a China emerge como força econômica e como ator estratégico capaz de navegar e reconfigurar comércio, finanças e infraestruturas tecnológicas. A partir do estudo feito, é possível assumir que hegemonia não se reduz à supremacia ou liderança formal: ela se ancora em configurações complexas, em rede e metastáveis, nas quais a influência opera por infraestrutura, definição de padrões e interdependência sistêmica.