Reconhecendo Serpentes: Um Estudo Etnoherpetológico na Universidade de Brasília.
Educação ambiental, Etnoherpetologia, Serpente, Cerrado, Conhecimento popular.
A identificação incorreta de serpentes, especialmente no que diz respeito à distinção entre espécies peçonhentas e não peçonhentas, frequentemente desencadeia reações baseadas no medo e na desinformação, contribuindo para a perseguição e eliminação indiscriminada desses animais. Esse cenário representa um desafio relevante para a conservação da herpetofauna e para a convivência entre humanos e serpentes, particularmente em áreas urbanas e periurbanas. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo avaliar a capacidade do público da Universidade de Brasília em reconhecer as espécies de serpentes mais comuns do Distrito Federal, estimando os índices gerais de acerto e analisando especificamente o desempenho na identificação de espécies peçonhentas e não peçonhentas. Além disso, a pesquisa investiga a influência de variáveis sociodemográficas, como idade, escolaridade e tipo de região de moradia, sobre o desempenho dos participantes, buscando compreender de que forma experiências e contextos socioculturais distintos moldam o conhecimento e a percepção acerca desses animais. O estudo também identifica padrões recorrentes de erro, destacando as espécies mais frequentemente confundidas pela população, especialmente aquelas com características morfológicas semelhantes. Ao integrar esses resultados, o trabalho fornece subsídios relevantes para o desenvolvimento de ações de educação ambiental e estratégias de manejo, contribuindo para a redução de conflitos, a valorização do conhecimento público e a promoção de uma convivência mais segura e harmoniosa entre humanos e serpentes no Cerrado.