Banca de DEFESA: LUIZ GUSTAVO HAISI MANDALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUIZ GUSTAVO HAISI MANDALHO
DATA : 10/02/2026
HORA: 10:00
LOCAL: Via Teams (Remoto)
TÍTULO:

MICROPLÁSTICOS EM ÁGUA POTÁVEL: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS E AVANÇOS REGULATÓRIOS


PALAVRAS-CHAVES:

poluição plástica; contaminação hídrica; diretrizes; Brasil


PÁGINAS: 91
RESUMO:

No contexto de crescente demanda hídrica global e no agravamento da poluição dos recursos hídricos, por poluentes emergentes, este estudo apresenta um levantamento de normativas para o controle e redução da contaminação das águas potáveis por microplásticos. Essas partículas, fabricadas para propósitos específicos, como microesferas adicionadas em produtos de higiene, ou provenientes da degradação de plásticos no ambiente, representam um risco à saúde humana, podendo causar efeitos adversos como inflamação e danos celulares. As principais rotas de exposição aos microplásticos incluem a ingestão, inalação e contato dérmico, sendo o consumo de água uma rota relevante de exposição humana a esses contaminantes. O estudo teve como objetivos levantar informações sobre a presença de microplásticos em águas potáveis, analisar estudos que identificaram sua presença em amostras de água potável, pesquisar e avaliar normativas que tratam do controle de microplásticos em água potável e elaborar diretrizes para normativa brasileira. A metodologia foi baseada em pesquisa bibliográfica e documental. Foram selecionados 28 estudos para a revisão de literatura, que revelam presença global de microplásticos em águas potáveis, com concentrações médias variando entre 0,174 e 1.776 partículas por litro. Os estudos avaliados mostraram que polietileno tereftalato (PET), polietileno (PE) e polipropileno (PP) foram os tipos de plástico encontrados com mais frequência em águas potáveis, resultado de sua grande produção e uso na fabricação de embalagens e artigos de consumo. As estações de tratamento de água apresentam capacidade de remoção desses contaminantes, com eficiências variando entre 39,1% e 100%, de acordo com os métodos de tratamento utilizados, porém identificou-se que as redes de distribuição são potenciais fontes secundárias de contaminação. O levantamento normativo registrou que apenas Califórnia e União Europeia possuem regulamentações específicas sobre microplásticos em águas destinadas ao consumo humano, com diferenças relevantes em sua aplicação. A Califórnia adotou uma abordagem direta, iniciando um programa de monitoramento de microplásticos, enquanto a União Europeia incluiu os microplásticos em uma política mais abrangente de segurança hídrica, que engloba outros contaminantes emergentes. Concluiu-se que há necessidade de padronização metodológica, ampliação de pesquisas nacionais e desenvolvimento de uma normativa brasileira, com base em diretrizes como: definição padrão para microplásticos, metodologias analíticas padronizadas e monitoramento em fases. O estudo destaca a importância de políticas integradas para reduzir a exposição humana a esses contaminantes, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 (saúde e bem-estar) e 6 (água potável e saneamento).


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1651354 - CARLOS JOSE SOUSA PASSOS
Presidente - 2194084 - CLAUDIA PADOVESI FONSECA
Externa à Instituição - JULIANE CRISTINA FORTI - UNESP
Interna - 1981706 - MARIA CRISTINA DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 02/02/2026 13:53
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