Banca de DEFESA: MARIA DO CARMO LOPES NERY

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA DO CARMO LOPES NERY
DATA : 21/05/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Sala do Conselho - Instituto de Artes - UnB
TÍTULO:

ARTE E CORPOREIDADE NA APRENDIZAGEM DE ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


PALAVRAS-CHAVES:

 

Palavras-chave: arte; corporeidade; educação inclusiva; transtorno do espectro autista; currículo.


PÁGINAS: 183
RESUMO:

 

RESUMO


Minha pesquisa parte da constatação de que, na Educação Básica, a Arte tende a ocupar posição secundária ou a assumir função predominantemente instrumental. Esse cenário evidencia a tensão entre o que estabelecem a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e a Base Nacional Comum Curricular, que a reconhecem como área de conhecimento obrigatória; e as práticas desenvolvidas nos anos iniciais do Ensino Fundamental, etapa na qual, de maneira recorrente, o professor regente não possui formação específica em Artes. Essa condição repercute no planejamento, na intencionalidade pedagógica e na compreensão do lugar da Arte na escola. A partir dessa realidade, delimito, como objeto de estudo, a Arte enquanto dimensão formativa do currículo e sua incidência na aprendizagem e no desenvolvimento da pessoa com Transtorno do Espectro Autista, TEA. Para compreender como a experiência estética pode contribuir em processos educativos mais atentos às formas plurais de perceber, agir e participar no espaço escolar, adoto como campo de aprofundamento da análise o Atendimento Educacional Especializado, AEE, da rede pública do Distrito Federal. No campo teórico, fundamento a pesquisa na fenomenologia de Maurice Merleau-Ponty, que compreende a aprendizagem como experiência vivida e corporificada; na perspectiva histórico-cultural de Lev Vygotsky, que situa a mediação social e simbólica como constitutiva do desenvolvimento humano; e nas contribuições de Paulo Freire, que considera a educação como prática formativa orientada pela participação e pela produção de sentido. Colaboram também John Dewey, para quem a experiência estética integra vida e aprendizagem; Maria Teresa Eglér Mantoan e Maurice Tardif, que compreendem a reorganização das práticas e dos saberes construídos pela experiência como dimensões centrais do trabalho pedagógico. Quanto ao TEA, recorro à definição apresentada pela American Psychiatric Association, no DSM-5-TR, que entende o espectro como condição que envolve múltiplas formas de percepção, comunicação e interação. Estabeleço, como objetivos, a análise da Arte como experiência estética corporificada, que contribui para os processos de ensino e aprendizagem de estudantes com TEA; e analiso sua articulação com o currículo escolar. Partindo da hipótese de que uma compreensão restrita da Arte pode fragilizar experiências estéticas, expressivas e autorregulatórias, além de reduzir as possibilidades de participação na escola, a pesquisa foi desenvolvida utilizando a abordagem qualitativa, fundamentada na observação das práticas pedagógicas e nos registros reflexivos produzidos no cotidiano do AEE. Eles indicam como as práticas artísticas, quando organizadas e integradas, intencionalmente, como experiência estética ao planejamento pedagógico favorecem a comunicação, a autorregulação e o envolvimento do estudante com Transtorno do Espectro Autista nas atividades escolares. Dessa forma, a Arte assume dimensão constitutiva no currículo e sua presença qualifica a experiência formativa, pois ao mobilizar sensibilidade, expressão e corporeidade, contribui para que a pessoa com TEA seja reconhecida como presença ativa, sensível e participante no espaço escolar. Compreendo, nesse horizonte, que reafirmar a Arte como área de conhecimento fortalece a educação inclusiva assim como reconhecer a escolarização da pessoa com TEA como processo corporal, relacional e permeado por múltiplas possibilidades de expressão, qualifica a organização do trabalho pedagógico.

 

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.420.126-** - MARCIA SOARES DE ALMEIDA - UnB
Interna - 1141069 - ANGELA BARCELLOS COELHO CAFE
Externo ao Programa - 3056419 - FRANCISCO THIAGO SILVA - UnBExterna à Instituição - ROSIMEIRE GONCALVES DOS SANTOS - UFU
Notícia cadastrada em: 30/04/2026 14:07
SIGAA | Secretaria de Tecnologia da Informação - STI - (61) 3107-0102 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app02.sigaa02