A Dança na construção do protagonismo estudantil no Ensino Médio
Palavras-chaves: acuidade; corpo; dança; educação; metodologia
Resumo:
Elaborei este trabalho a partir de minha percepção sobre a falta de preparação dos estudantes, nas instituições de ensino, para falar ou agir em público, algo tão solicitado em múltiplas instâncias sociais, acadêmicas e profissionais. Observei que esse despreparo vinha, originalmente, de uma falta de autopercepção corporal, entendendo aqui o corpo como uma totalidade física-intelectual-emotiva, pouco consciente desses estudantes. Notei a carência de pesquisas e de trabalhos acadêmicos, aplicáveis em salas de aula do ensino regular da educação básica, voltados para amenizar ou até mesmo sanar esse problema ainda mais presente no cenário pós-pandêmico. Por isso, apresento nesta pesquisa a produção de uma proposta metodológica de fácil acesso e entendimento, construídas a partir de práticas somáticas aplicadas à dança, para que os professores possam ajudar seus estudantes a melhorarem essa autopercepção. O objetivo da pesquisa é investigar as possíveis causas dessa desconexão corporal e falta de presença e colaborar na construção de uma metodologia teórico-prática de ensino, a fim de contribuir no preparo dos estudantes para estarem em um estado de evidência.
Introdução
Eu pretendo investigar como a Dança atua no resgate da autonômia crítica social e política dos estudantes, considerando o processo social, histórico, econômico e cultural que formou essas pessoas e, portanto, os corpos. Observando também a maneira como os professores os recebem nas escolas públicas da cidade de Ceilândia, periferia do Distrito Federal. O que busco entender é o porquê deles chegarem ao Ensino Médio rígidos, envergonhados, inexpressivos, automatizados, sem senso crítico, ou seja, corpos dóceis (Foucault, 1999). E de que forma, com os saberes sensíveis desenvolvidos pela Dança, esses corpos podem chegar à autonomia expressiva. Os estudantes são condicionados a não desenvolverem uma práxis (pensamento e ação críticos) autônoma (Freire, 2023). A forma como eles agem é influenciada pela maneira que se veem e se percebem no mundo, a partir da sua realidade e do entendimento que têm delas mesmas. Trata-se de um projeto politico que oprime as pessoas periféricas para se sentirem desvalorizadas, e portanto, fáceis de serem manipuladas pelas classes dominantes.
Dessa forma, partindo da compreensão da realidade dos estudantes, proponho práticas de Dança para que eles adquiram o saber corporal para perceberem a si mesmos, respeitando-se, os outros e o meio-ambiente. Ou seja, que resgatem, pelo saber sensível a autonomia poética, crítica social e política (Almeida, 2019) como indivíduos capacitados para tomar suas próprias decisões (Freire, 2023). Decorrente desse aprendizado, possam gerar as mudanças sociais necessárias para quebrar o ciclo de docilização (Foucault, 2014) e segregação social (Almeida, 2019) em que estão inseridos. Além disso, ao compreenderem que são agentes das mudanças de sua realidade, saiam da condição de autodesvalia (Freire, 2003) e resgatem sua autoestima e pensamento independente. Assim, reconhecendo seu papel ativo na transformação social, alcancem a capacidade de se colocarem em evidência destituídos da síndrome do impostor. Ou ainda, que se apropriem das oportunidades para estarem nestes lugares de destaque representando a si mesmos ou seus grupos sociais, desmitificando ideia de que eles devem permanecer somente na periferia.
Este estudo se insere no campo da educação através da arte. Com ele, viso propôr uma sistematização de ensino para a Dança. Serão utilizados como facilitadores desse ensino os estudos das qualidades de movimento em Laban (1986) descritos por Lobo&Navas (2007) e os princípios comuns aos saberes sensíveis, dentre eles as práticas somáticas. Alguns desses principios dos saberes sensíveis são os da autorregulação, da autopesquisa do movimento, da compreensão de esforços excessivos desnecessários, da observação da respiração, da percepção interna do corpo e de sua relação com o outro e o ambiente (Romarco, 2018). Esses dois estudos, Laban e somática, serão meios utilizados para fins de organização pedagógica. Sua aplicabilidade terá o objetivo de auxiliar os estudantes a desenvolverem maior autonomia expressiva quando forem o centro da atenção nos ambientes em que estiverem inseridos.
Justificativa
A partir de observações feitas ao longo dos meus 3 anos como professora da educação básica, percebi uma falta de preparação dos estudantes do Ensino Médio de escolas públicas da periferia do DF para certas situações. Foi pensando na necessidade de oferecer essa preparação em sala de aula que cogitei a construção de um material metodológico e esse é meu desafio. Somos constantemente colocados frente a diversas situações nas quais somos foco de atenção. Essas circunstâncias se repetem ao longo de nossas vidas, seja em apresentações de seminários, coreografias, compartilhando ideias, participando de debates e entrevistas dentre outras possibilidades. Tais cenários nos acompanham quer seja na educação básica, na faculdade, no trabalho, no trato familiar, na interação social. Apesar disso, não somos ensinados a nos colocar nessas posições de maneira confiante e confortável nem durante a educação básica e menos ainda em outras formações ao longo da vida.
Constatei uma lacuna de materiais metodológicos pedagógicos que priorizem a Dança como protagonista no processo de transformação dos estudantes. Apesar do papel transformador das Artes ser notório, elas geralmente são relegadas a segundo plano. Nos Planos Políticos Pedagógicos (PPP) das escolas públicas da Ceilândia/DF, isso é evidente. Algo contraditório e inadmissível, tendo em vista que trata-se de uma cidade popularmente considerada o maior polo de produção cultural da região. Observo que mesmo na BNCC (2018), a Dança e outras Artes (Teatro, Música, Artes Visuais) não são tratadas como áreas de conhecimento independentes. Estão nas linguagens . A Dança em especial, entre as Artes, geralmente é elencada no ambiente escolar como ferramentas para um fim; e não um fim em si mesma. Grande parte disso provavelmente se deve à construção histórica do corpo, constantemente associado a concepcões negativas (Almeida, 2011).
Optei por delimitar meu objeto ao Ensino Médio, tendo em vista que esses estudantes já estão adentrando o mercado de trabalho. Portanto, possuem demandas de ação maiores agora do que nas etapas anteriores da educação básica. Apesar disso, reconheço que esse trabalho deva ser feito desde o inicio da educação infantil. Além disso, a proposta visa o ensino da Dança como um saber expressivo que lhes propicia a autonomia poética, reflexiva, crítica social e política, por meio de aulas praxiológicas de Dança. Desenvolver essas autonomias é essencial, especialmente na adolescência. Ela é o estágio mais crítico de desenvolvimento da autoimagem e autoestima. Por isso, essa fase pode ser decisiva para a construção de técnicas corporais que poderão ser utilizadas na vida adulta (Mauss, 2003). É também nessa etapa da vida que os estudantes procuram se identificar com um grupo e são impactados pelas imagens de sucesso social transmitidas pelos meios de comunicação. Ao se perceberem com mais propriedade, podem fazer escolhas conscientemente, sem se deixarem levar por manipulações midiáticas
Problema de Pesquisa
O meu questionamento é a forma de preparar corporalmente os estudantes, a partir do saber corporal/sensível como uma totalidade. Oferecendo-lhes propostas que dinamizam sua forma de se situarem no mundo, sobretudo, quando se encontram em evidência, frente ao ao inusitado, evitando a falta de reação em situações que pedem ações rápidas. Portanto esse trabalho corporal auxilia no desenvolvimento de prontidão. Seja buscando alternativas rápidas face ao inesperado, ensinando-os a explorar as possibilidades de uso do espaço e dinamizando seus movimentos.
Este problema é significativo porque são poucos os materiais sistematizados escritos de estudos direcionados para a Dança, aplicáveis na educação básica. Além disso, a aplicação desses materiais pode levá-los a serem os agentes das muas nas comunidades em que vivem (Freire, 2023).
Objetivos
Objetivo Geral:
- Sistematizar um método para o ensino da Dança, utilizando práticas somáticas e o estudo das qualidades dos movimentos de Laban como facilitadores, para que os estudantes do Ensino Médio adquiram autonomia expressiva, critica social e politica emancipatória.
Objetivos Específicos:
- Capacitar os estudantes, sobretudo os periféricos, a se colocarem face a um público em situações em que seja o centro das atenções, quer em apresentações de trabalho acadêmico, entrevista de emprego, defesa de teses ou apresentações artísticas;
- Estimular as experimentações de movimentos de Dança, a partir do estudo das qualidades de movimento de Laban;
- Propor o ensino da Dança, embasado nos estudos de Laban e somáticos, a fim de proporcionar autonomia poética, critica social e politica.
- Proporcionar aos estudantes autoconhecimento que lhe possibilitem explorar suas habilidades e potencialidades.
Metodologia
1. Revisão Bibliográfica: considerando possíveis alterações nesta listagem inicial, realizar uma revisão extensa da literatura existente sobre Corpo e Dança, com autores como Márcia Almeida, Ciane Fernandes, José Gil, André Leroi-Gourhan, Achille Mbembe, Marcel Mauss e Maurice Merleau-Ponty. Esses autores irão dialogar sobre Educação e os processos de ensino e aprendizagem descritos por autores como Jorge Larrosa Bondía, John Dewey, Pierre Dominicé, Michel Foucault, Paulo Freire, bell hooks e Anísio Teixeira. Serão aprofundados estudos nos documentos oficiais que norteiam a educação e o ensino de Artes, principalmente de Dança, no Brasil, tais como LDB, PNC, BNCC e o Currículo em Movimento.
Para auxiliar na descrição da metodologia, serão utilizados os estudos escritos de Rudolf Laban, Lenora Lobo e Valerie Preston-Dunlop sobre o Estudo do Movimento de Laban, além da literatura existente sobre saberes sensíveis e holísticos, tais como Renato Noguera e Ramose Mogobe, além dos escritos acerca das práticas somáticas produzidos por Thomas Hanna, Diego Pizarro, Martha Eddy e Sabrina Cunha.
2. Coleta de Dados
A proposta metodológica será aplicada junto aos estudantes de escolas públicas da Coordenação Regional de Ensino da Ceilândia/DF (CRE-Ce). A pesquisa ocorrerá ao longo do semestre letivo. Os estudantes serão distribuídos em turmas de 2ª série e 3ª série do Ensino Médio abertas no 1º semestre de 2025. Os encontros acontecerão nas aulas das Eletivas de Artes, uma vez por semana com duração de 90min em cada turma, como parte dos Itinerários Formativos da grade do Novo Ensino Médio. Cada turma terá, no máximo, 35 estudantes selecionados mediante ordem de inscrição na eletiva, totalizando cerca de 70 estudantes ao final do estudo.
A coleta de dados será feita por meio de uma entrevista inicial com os estudantes em roda de conversa para entender suas dificuldades e expectativas com a proposta metodológica. Além disso, cada estudante irá confeccionar seu diário de bordo escrevendo ou desenhando nele as sensações que tiveram no final das práticas, os diários serão alimentados no final de cada aula. Eu manterei também um diário de bordo com observações que tive dos estudantes e as percepções das mudanças nos estudantes ao longo da eletiva e se condizem com as observações que eles fizeram sobre si mesmos. Usarei como material auxiliar para uma descrição mais detalhada da evolução de cada estudante, videos gravados durante algumas práticas da aula e registros fotográficos também.
- Procedimentos:
Neste projeto de aulas, usarei a metodologia da pesquisa em Artes, pautado
na proposta de Almeida (2018) do saber sensível como saber dançante em que a pesquisa acadêmica em Artes, nesse caso voltada para a Dança, não se justifica pelas ciências tradicionais, mas pelo sensível.
Serão propostas práticas de Dança, utilizando como meio de exploração das movimentações os princípios de práticas somáticas e do estudo de movimento de Rudolf Laban; quando se estuda o peso/força (Laban) do braço, solicitando que os estudantes foquem a atenção na sensação que a gravidade exerce sobre o braço, ao moverem uma determinada articulação do braço (exemplo; adução e abdução do braço - com a pessoa deitada para eliminar a força da gravidade e acentuar o peso do braço). Isso, além de Laban, você trabalha o que Almeida (2019) denomina de acuidade corporal ou saber sensivel do corpo, que é somática. De forma que o trabalho está conectado. Haverá também momentos de conversas para trocar experiências sobre as sensações apreendidas nas práticas e suas origens; debates, a partir da leitura de textos pré-definidos, para que os estudantes possam questionar uns aos outros e a si mesmos sobre seu papel na sociedade e a visão que têm sobre si próprios. Proponho o gradativo desenvolvimento de um saber sensível dos estudantes pela Dança (Almeida, 2019), organizada em fases de introdução à proposta, aquecimento, preparação para a proposta, proposta, relaxamento e registro da prática.
A etapa de introdução para a prática consistirá em debates sobre textos e autores lidos com antecedência e sua relação com o cotidiano dos estudantes, momentos para tirar dúvidas dos conceitos. Cada aula contará com a discussão de um texto diferente, diretamente ligado à prática proposta no dia, para que as leituras se internalizem nos estudantes na forma de movimento.
O princípio somático de observação para respiração estará presente durante toda a aula. Haverá uma construção gradativa desde a ideia de como explorar os movimentos que serão pedidos até a execução em si, orientados pelos fatores de movimento de Laban (tempo, espaço, força e fluência).
Em seguida, haverá a proposta construída a partir de exercícios somáticos de percepção das sensações internas do corpo e de sua relação com o ambiente. Os estímulos captados pelos sentidos e como reverberam no corpo, ativando sensações e memórias. Percebendo as tensões musculares excessivas nas movimentações, liberando-as aos poucos. Estimulando a autopesquisa do movimento. Sentindo a ação da gravidade no peso do corpo e como essa ação muda do deitar para o sentar e, depois, para o levantar. Ou até, a diferença na atuação da gravidade e da percepção nas práticas coletivas com relação as práticas individuais. Com a atenção sempre voltada para as ações para que o estudante explore sua expressividade corporal e criativo. Permitindo que se conheça melhor, suas potencialidades e os movimentos que são mais naturais para ele, além de como remodelar essa movimentação.
Finalizando a prática faremos um momento de conscientização e relaxamento, permitindo aos estudantes que relembrem tudo o que fizeram, se reconectem com cada etapa da experiência, ao mesmo tempo em que ampliem suas percepções ao que está à sua volta.
Depois, sentados em roda, trocaremos as percepções dessas práticas, para que eu possa avaliar o que ficou para os estudantes das práticas, anotando as impressões de cada um antes. O último momento da aula será destinando para que os estudantes façam registros nos seus diários de bordo. Dominicié (2010), afirma que os diários de bordo são uma metodologia autobiográfica que constitui em relatos pessoais da trajetória de cada estudante ao longo das aulas, a descrição e a correlação dos exercícios com os demais aspectos de sua vida, unindo assim a formação institucional com a formação pessoal em uma relação de reafirmação mútua.
Produzirei, junto com os estudantes, outros materiais didáticos como registros fotográficos e gravações das práticas propostas no dia. Tais materiais, juntamente com as produções coreográficas, serão organizados ao final da pesquisa em duas apresentações facultativas: uma artística e outra teórica autobiográfica. Aqueles que desejarem, apresentarão sua trajetória ao longo das aulas, com destaque para a superação das questões partilhadas no primeiro dia de aula. Cada estudante ficará com seu diário de bordo como um registro pessoal de todo o seu processo e como isso o modificou.
3. Análise de Dados
Os dados coletados não serão lineares, considerando que cada corpo tem seu próprio ritmo de aprendizado. Quanto mais pluriversos os corpos estiverem no final das aulas, significa que se apropriaram da sua autonomia expressiva. Compreendendo que na minha pesquisa não tenho como objetivo modelar os estudante, portanto os resultados irão variar de um estudante para outro. Dessa forma, o critério para avaliar a eficácia da proposta metodológica será a presença notável de diferenças nas ações dos estudante, ainda que pequenas,avaliando como chegaram no início do trabalho e como saíram no último dia de aula.
Aspectos Éticos
- Consentimento Informado: Todos os participantes serão informados com antecedência sobre os objetivos da pesquisa e darão seu consentimento por meio de assinatura de termo autorizando o uso da imagem e os eventuais toques que poderão ocorrer de mim para os estudantes e deles entre si, caso seja observada a necessidade de tal para melhorar o entendimento da prática.
- Confidencialidade: As informações coletadas dos diários de bordo individuais, os registros fotográficos e gravações serão privados e apenas para fins de análise. Caso eu precise utilizar e divulgar fotos ou algum conteúdo dos diários de alguém, farei apenas mediante autorização prévia do estudante em questão. Todos os dados coletados serão armazenados de forma segura.
Benefícios e Riscos:
- Benefícios: A metodologia proposta nesta atividade de aprendizado oferece diversos benefícios aos estudantes. Primeiramente, promove o conhecimento dos próprios limites e incentiva a superação gradativa desses limites, sem recorrer a excessos. A aquisição de acuidade corporal ensina os participantes a respeitarem a si mesmos, o ambiente ao seu redor e a comunidade em geral. Segundo Almeida (2019), a prática contribui para a melhoria da acuidade corporal, aumento da autoestima, e melhora na saúde geral. Além disso, os estudantes adquirem conhecimentos cinestésicos, históricos, culturais, artísticos e desenvolvem novas habilidades motoras.
- Riscos: Apesar dos benefícios significativos, é importante considerar possíveis riscos associados à atividade. Embora a metodologia seja estruturada para minimizar excessos e promover a autopercepção dos limites individuais, pode ocorrer que alguns estudantes, habituados a um modelo de exigência excessiva, tentem ultrapassar seus próprios limites. No entanto, esses casos não são consequência da metodologia adotada.
Outro risco potencial, especialmente entre os participantes mais tímidos, é o desconforto ao dançar para e com os colegas. Episódios de timidez, resistência ou constrangimento na execução de alguns movimentos podem surgir.
Para mitigar esses riscos, eu acompanharei cuidadosamente todas as ações dos estudantes. As apresentações serão inicialmente estruturadas em pequenos grupos, até que os estudantes se sintam confortáveis o suficiente para realizar solos. Além disso, práticas em dupla e momentos de interação serão promovidos para construir familiaridade entre os estudantes e criar um ambiente mais confortável e desinibido.
Resultados Esperados
- Espero que a pesquisa resulte em uma metodologia de ensino, de fácil compreensão, que relacione Dança, práticas somáticas e os estudos de Laban, que seja aplicável por outros professores de Artes da Rede Pública de Ensino e colabore com futuros pesquisadores. Além disso, espero que as aulas de Dança contribuam para melhorar a autoestima dos estudantes, sua capacidade de se posicionar criticamente, e com relativa tranquilidade, frente a um público. Outrossim, o aperfeiçoamento de novas movimentações, de habilidades artísticas, expressivas e criativas e o condicionamento físico consequência do trabalho corporal.
- Publicação de artigos em revistas acadêmicas e apresentação dos resultados em conferências.
Referências
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