O Professor-Arranjador no Canto Coral Infantojuvenil: diálogo e vivências na Escola de Música de Brasília
Professor-arranjador. Canto coral infantojuvenil. Prática docente. Educação Básica. Escola de Música de Brasília.
Esta dissertação tem como objetivo compreender o processo de elaboração de arranjos para coros infantojuvenis na Escola de Música de Brasília, a partir da perspectiva de professores de educação básica. O estudo está centrado no contexto de educação profissional, analisando a perspectiva do professor de educação básica com habilidade para a criação de arranjos para coros infantojuvenis no Centro de Educação Profissional/Escola de Música de Brasília (CEP/EMB). A pesquisa é do tipo qualitativa, cuja coleta de dados se deu por meio de entrevistas semiestruturadas com professores na função de regente de coros com habilidade para a prática do arranjo em atuação neste contexto escolar. Os resultados indicam que o processo de elaboração de arranjos para os coros infantojuvenis na EMB funciona como ferramenta pedagógica e de mediação didática, subordinado aos ambientes de ensino-aprendizagem e às condições fisiológicas dos alunos. Destacam-se a atenção à tessitura vocal infantojuvenil e o acolhimento dos cantores em muda vocal sob a escrita de arranjos para três vozes (SAB). Paralelamente, observou-se a presença participativa dos docentes do núcleo de musicalização infantojuvenil como um ambiente colaborativo e dialógico nas reuniões formais e nos espaços informais de convivência escolar, consolidando uma organização horizontal e cooperação entre pares, sem uma rigorosidade hierárquica de coordenação. Conclui-se que o arranjo vocal na EMB transcende o rigor técnico-artístico para atender à formação humana e musical de crianças e adolescentes no Distrito Federal. Como contribuição para a Educação Básica e para a formação de professores no âmbito do PROFARTES (PROEB/CAPES), este estudo oferece subsídios reflexivos ao revelar o diálogo e as vivências que constituem o fazer pedagógico-musical do professor-arranjador no cotidiano escolar.