ATELIÊ-TERRITÓRIO: POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA PRÁTICAS DE ARTES VISUAIS PELA CULTURA DE ATELIÊ EM ESCOLAS PÚBLICAS DO CERRADO
Cultura de ateliê, aprendizagens em Artes Visuais, Pedagogias da terra, escola-território.
Esta dissertação propõe o estudo e a prática da Cultura de ateliê com o intuito de
compreender como esta pode aproximar as aprendizagens em artes do território da escola,
no contexto da rede pública de educação do Distrito Federal. Para tanto, parte-se da
investigação da Cultura de ateliê, sob a inspiração da abordagem de educação Reggio
Emilia, articulada ao conceito de mediação em arte, problematizando a Cultura visual
presente nas escolas e seu impacto na formação das crianças. Com o intuito de enraizar a
Cultura de ateliê no chão das escolas brasileiras, busca-se compreender como seus princípios
podem dialogar com pedagogias da terra e abordagens de educação brasileiras, tais como:
Pedagogia do Movimento MST (Roseli Salet), Educação territorializada (Célia Xakriabá),
Pedagogia crítica e educação popular (Paulo Freire), visando a construção de práticas
artísticas sensíveis ao território. Esta pesquisa desenvolve-se por meio da narrativa e da
a/r/tografia, compreendendo a investigação como um movimento contínuo entre o ser
professora, artista e pesquisadora. O estudo é tecido a partir de minhas vivências em duas
escolas públicas de Brasília, sendo atravessado por imagens, registros pedagógicos e cenas
do cotidiano escolar que compõem a narrativa artística e investigativa. Nesse percurso, são
evidenciadas as potencialidades e os desafios das práticas em Cultura de ateliê, buscando
produzir conhecimentos que não se fundamentem apenas nos saberes acadêmicos, mas
também na experiência docente com abertura sensível para sabedoria da terra e do território.