Banca de DEFESA: Yasmin Coelho de Andrade

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Yasmin Coelho de Andrade
DATA : 30/01/2023
HORA: 10:00
LOCAL: Universidade de Brasília
TÍTULO:

Narrativas de uma não-experiência: saberes construídos na luta antirracista no ensino de arte.


PALAVRAS-CHAVES:

cultura afro-brasileira; ensino de arte; pensamento decolonial; interculturalidade; educação antirracista


PÁGINAS: 138
RESUMO:

Considerando a Lei nº 10.639/03, que inclui no currículo oficial da Rede Nacional de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira", o trabalho pretende delinear caminhos para a construção de uma pedagogia decolonial em artes, que assegure representações positivas e agregadoras dos afro-brasileiros e que tenha como foco uma educação com base no respeito à diversidade. Através de princípios da pretagogia (Sandra Haydéé Petit, 2015 e Geranilde Costa e Silva, 2013), do cantar-dançar-batucar (Ligiéro, 2011), e de fundamentos da filosofia africana à luz de Adilbênia Freire Machado (2014) e Eduardo Oliveira (2007), propomos a investigação de um léxico próprio das performances culturais brasileiras que tem origem e influência das tradições africanas, com vistas de propiciar aos estudantes a consciência de uma corponegritude (Jonas Sales, 2015). A ideia inicial dessa pesquisa foi criar um grupo de atividades prático-críticas na escola para vivenciar o jongo e funk e traçar debates que pudessem despertar o pensamento crítico dos estudantes para as questões do racismo e do preconceito. Estabelecendo uma aproximação entre essas duas expressões, pretendíamos estimular o interesse dos estudantes – e, por extensão, de toda a comunidade escolar – a fim de que o corpo discente pudesse desmitificar aspectos artístico-culturais de matrizes africanas (até hoje vistos sob uma perspectiva negativa) muito presentes no cotidiano do próprio corpo discente, de tal modo que, ao reconhecer esses aspectos, os estudantes pudessem ressignificar e valorizar – muitas vezes a própria – negritude. Entretanto, por conta do racismo estrutural e religioso esse projeto não aconteceu e o curso dessa pesquisa sofreu algumas modificações. Esse trabalho então relata três narrativas de experiências ocorridas na sala de aula, no ensino de Arte, que não aconteceram como o previsto por causa das discriminações e preconceitos muito arraigados na sociedade contra as tradições afro-brasileiras. Relatos de experiências que eu passo a chamar de não-experiências. Propomos assim, o pensamento decolonial e intercultural como uma saída para esses problemas sociais e para traçar estratégias para uma práxis pedagógica que seja mais justa, plural e, sobretudo, antirracista.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1354104 - ERICO JOSE SOUZA DE OLIVEIRA
Presidente - 1807498 - JONAS DE LIMA SALES
Interno - 2522365 - JORGE DAS GRACAS VELOSO
Externo à Instituição - RENATO MENDONÇA BARRETO DA SILVA - UFRJ
Notícia cadastrada em: 31/12/2022 20:09
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