Banca de DEFESA: MONISE GLAUCE DA SILVA BRASILEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MONISE GLAUCE DA SILVA BRASILEIRO
DATA : 20/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Atos FE1
TÍTULO:

O ENSINO DE MATEMÁTICA MEDIADO PELA EQUIVALÊNCIA DE ESTÍMULOS EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO CONTEXTO CLÍNICO


PALAVRAS-CHAVES:

Transtorno do Espectro Autista; Equivalência de estímulos; Ensino de Matemática; Inclusão e Ambientes clínicos


PÁGINAS: 118
RESUMO:

Este estudo analisou o ensino de conceitos matemáticos básicos para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio da Equivalência de Estímulos, em contextos clínicos no Distrito Federal. O objetivo geral foi investigar como essa intervenção pedagógica ocorre, tendo como objetivos específicos contextualizar a Educação Matemática Inclusiva, apresentar aspectos históricos do TEA e da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), descrever o ensino por equivalência de estímulos e mapear as práticas adotadas por terapeutas. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, utilizando revisão bibliográfica, análise de protocolos clínicos e entrevistas semiestruturadas com quatro psicopedagogas com experiência em ABA. Os dados foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo. Os resultados indicaram que o ensino por equivalência de estímulos favorece a formação de classes relacionais eficientes, contemplando reflexividade, simetria e transitividade. As intervenções utilizam diferentes materiais, como cartões plastificados, blocos manipuláveis e recursos digitais, priorizando relações condicionais por meio do procedimento Matching-to-Sample, com progressão do concreto para o simbólico. O perfil das participantes revelou profissionais do sexo feminino, com idade média de 35 anos e formação específica em ABA. Observou-se que as rotinas clínicas apresentam práticas convergentes, aliadas a certa flexibilidade metodológica. As psicopedagogas demonstraram domínio conceitual sobre a Equivalência de Estímulos e relataram vantagens como rápida generalização da aprendizagem, compreensão funcional dos conceitos matemáticos para além da memorização mecânica e maior precisão na coleta de dados. Como desafios, destacaram-se a logística de materiais, o controle de estímulos acidentais e a dificuldade de estender as intervenções para os contextos familiar e escolar. Conclui-se que a Equivalência de Estímulos, fundamentada na ABA, constitui uma estratégia eficaz para o ensino matemático inclusivo, contribuindo para a autonomia cognitiva e a inclusão de crianças com TEA


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1077549 - GERALDO EUSTAQUIO MOREIRA
Interna - 1251307 - EDVONETE SOUZA DE ALENCAR
Externa à Instituição - MARIA BETHANIA SARDEIRO DOS SANTOS - UFG
Externo à Instituição - Weberson Campos Ferreira - SEEDF
Notícia cadastrada em: 04/03/2026 09:48
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