O ENSINO DE MATEMÁTICA MEDIADO PELA EQUIVALÊNCIA DE ESTÍMULOS EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NO CONTEXTO CLÍNICO
Transtorno do Espectro Autista; Equivalência de estímulos; Ensino de Matemática; Inclusão e Ambientes clínicos
Este estudo analisou o ensino de conceitos matemáticos básicos para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio da Equivalência de Estímulos, em contextos clínicos no Distrito Federal. O objetivo geral foi investigar como essa intervenção pedagógica ocorre, tendo como objetivos específicos contextualizar a Educação Matemática Inclusiva, apresentar aspectos históricos do TEA e da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), descrever o ensino por equivalência de estímulos e mapear as práticas adotadas por terapeutas. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, utilizando revisão bibliográfica, análise de protocolos clínicos e entrevistas semiestruturadas com quatro psicopedagogas com experiência em ABA. Os dados foram analisados por meio da técnica de análise de conteúdo. Os resultados indicaram que o ensino por equivalência de estímulos favorece a formação de classes relacionais eficientes, contemplando reflexividade, simetria e transitividade. As intervenções utilizam diferentes materiais, como cartões plastificados, blocos manipuláveis e recursos digitais, priorizando relações condicionais por meio do procedimento Matching-to-Sample, com progressão do concreto para o simbólico. O perfil das participantes revelou profissionais do sexo feminino, com idade média de 35 anos e formação específica em ABA. Observou-se que as rotinas clínicas apresentam práticas convergentes, aliadas a certa flexibilidade metodológica. As psicopedagogas demonstraram domínio conceitual sobre a Equivalência de Estímulos e relataram vantagens como rápida generalização da aprendizagem, compreensão funcional dos conceitos matemáticos para além da memorização mecânica e maior precisão na coleta de dados. Como desafios, destacaram-se a logística de materiais, o controle de estímulos acidentais e a dificuldade de estender as intervenções para os contextos familiar e escolar. Conclui-se que a Equivalência de Estímulos, fundamentada na ABA, constitui uma estratégia eficaz para o ensino matemático inclusivo, contribuindo para a autonomia cognitiva e a inclusão de crianças com TEA