Banca de DEFESA: Fabiano dos Anjos Pereira Martins

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Fabiano dos Anjos Pereira Martins
DATA : 29/11/2024
HORA: 09:00
LOCAL: A definir
TÍTULO:

ASSOCIAÇÃO DE DENGUE E CARACTERÍSTICAS METEREOLÓGICAS: ESTUDO ECOLÓGICO NO DISTRITO FEDERAL, BRASIL, 2014-2022


PALAVRAS-CHAVES:

aedes aegypti; clima; dengue; metereologia ; sazonalidade


PÁGINAS: 1000
RESUMO:

“Introdução: O estudo aborda a associação entre a dengue e fatores meteorológicos no Distrito Federal, Brasil, entre 2014 e 2022; a dengue, transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, é uma doença viral que se manifesta de forma endêmica e epidêmica no Distrito Federal. O recorde de casos foi em 2022, com uma incidência anual de 2.215,07 casos por 100 mil habitantes. O clima tropical do Distrito Federal, com estações secas e chuvosas bem definidas, influencia diretamente a dinâmica da dengue, o que torna a análise dos fatores meteorológicos fundamental para compreender a propagação da doença. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico que utiliza séries temporais de dados sobre dengue e variáveis meteorológicas, como precipitação, temperatura, umidade relativa e velocidade do vento. Os dados foram coletados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e de estações meteorológicas locais. Os critérios de elegibilidade incluíram todos os casos prováveis de dengue registrados entre 2014 e 2022. A análise dos dados foi conduzida com base em modelos de regressão linear e ARIMA para identificar tendências temporais e associações climáticas com a incidência de dengue. Resultados: Os resultados revelaram uma média de 46.294 casos de dengue no período, com a maior incidência ocorrendo em 2022. A análise indicou que a temperatura máxima estava positivamente associada ao aumento da incidência de dengue, enquanto a temperatura média apresentou uma correlação negativa. A sazonalidade também foi um fator chave, com picos de casos registrados nos meses mais chuvosos e quentes, como abril. Discussão: Fatores climáticos, como temperatura e precipitação, são determinantes para a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, para a transmissão da dengue. O estudo reforça a necessidade de monitoramento contínuo e de políticas públicas que considerem a influência das mudanças climáticas na saúde pública. Conclusão: O estudo conclui que as variações climáticas, especialmente temperatura e umidade, estão associadas à incidência de dengue no Distrito Federal. Esses achados são essenciais para a formulação de estratégias de prevenção e controle, sugerindo que a antecipação de medidas durante períodos críticos, como o início da estação chuvosa, pode reduzir o impacto da doença.”


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1041337 - IVAN RICARDO ZIMMERMANN
Externo à Instituição - JADHER PERCIO - MS
Interna - 1998976 - MARIA PAULA DO AMARAL ZAITUNE
Interno - 1840722 - MAURO NISKIER SANCHEZ
Notícia cadastrada em: 28/11/2024 13:25
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