ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E RESPOSTA À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM SITUAÇÕES DE DESASTRES: UMA REVISÃO DE ESCOPO.
Violência contra a mulher; Desastres; Saúde pública; Gênero; Revisão de escopo
A violência contra a mulher configura-se como um relevante problema de saúde pública, com impactos expressivos na saúde física, mental e social das vítimas. Evidências nacionais e internacionais indicam que, em contextos de desastres naturais e tecnológicos, as desigualdades de gênero previamente existentes tendem a se agravar, ampliando a exposição das mulheres a diferentes formas de violência, incluindo violência física, sexual, psicológica e econômica. Apesar do aumento da frequência e da intensidade dos desastres nas últimas décadas, observa-se uma lacuna na literatura quanto à sistematização das estratégias de prevenção e resposta à violência contra a mulher nesses cenários, especialmente no contexto brasileiro. O presente estudo tem como objetivo mapear e sintetizar as evidências científicas disponíveis sobre estratégias de prevenção, resposta e recuperação voltadas à proteção de mulheres em situações de desastre. Trata-se de uma revisão de escopo, conduzida conforme as orientações do Joanna Briggs Institute, com protocolo registrado na plataforma Open Science Framework. A questão de pesquisa será estruturada a partir da estratégia PCC (População, Conceito e Contexto), abrangendo mulheres e meninas, estratégias de enfrentamento à violência e desastres naturais e tecnológicos. Serão incluídos estudos publicados entre 2010 e 2025, provenientes da literatura científica e cinzenta, identificados em bases nacionais e internacionais. Espera-se que os resultados subsidiem a produção de um artigo científico e a elaboração de um produto técnico voltado ao fortalecimento das políticas públicas, da vigilância em saúde e da atuação do Sistema Único de Saúde em contextos de desastres, sob a perspectiva de gênero.