NÁLISE DOS DETERMINANTES DA MORBIDADE E MORTALIDADE POR DENGUE NO BRASIL: UMA ABORDAGEM ESPAÇO-TEMPORAL PARA ÓBITOS (2014-2024).
dengue; mortalidade; análise espacial; análise temporal; determinantes sociais; aedes aegypti; morbidade, controle, políticas públicas, incidência de dengue
A dengue como uma doença endêmica no Brasil e uma das principais arboviroses de maior impacto na saúde da população e na rede de assistência e vigilância, caracterizada por transmissão já estabelecida e com circulação simultânea dos quatro sorotipos virais DENV 1, 2, 3 e 4, o que favorece epidemias recorrentes e formas graves da doença. Entre 2014 e 2024, o país registrou sucessivos picos de incidência e aumento de óbitos, influenciados por fatores como expansão urbana, mudanças climáticas e desigualdades socioeconômicas, que dificultam o controle do vetor e o acesso oportuno aos serviços de saúde. Apesar dos avanços do sistema de vigilância e nas ações de prevenção e controle, existem lacunas na compreensão dos determinantes da mortalidade, especialmente quando se considera a integração de variáveis socioeconômicas, demográficas, clínicas e ambientais em análises espaço-temporais. Evidências preliminares indicam correlação entre incidência e mortalidade, com destaque para fortes associações em anos recentes e influência de eventos externos, como a pandemia de COVID-19. Diante desse cenário, a pesquisa propõe investigar, de forma abrangente e com métodos estatísticos e geoespaciais, os fatores que condicionam a mortalidade por dengue no Brasil no período de 2014 a 2024. A análise pretende identificar áreas e momentos de maior risco, oferecendo subsídios para políticas públicas mais eficazes, aprimoramento da vigilância epidemiológica e estratégias de prevenção capazes de reduzir a ocorrência de óbitos.