O Cravo e a flor: percepção dos profissionais de enfermagem sobre a organização do atendimento da Atenção Primária à Saúde do Distrito Federal às mulheres vítimas de violência doméstica
“atenção primária à saúde, enfermagem, violência doméstica, violência contra mulher, estratégia de saúde da família”
“A violência doméstica é um fenômeno multifatorial que se intensificou globalmente nos últimos anos, especialmente devido às medidas de isolamento impostas pela pandemia da COVID-19. No Brasil, as denúncias de violência doméstica aumentaram em até 50%, com o Distrito Federal registrando os maiores índices de medidas protetivas para mulheres vítimas de violência. Este estudo tem como objetivo investigar a percepção dos profissionais de enfermagem sobre a organização do atendimento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Distrito Federal para mulheres vítimas de violência doméstica, identificando potencialidades e fragilidades nesse processo. A relevância do tema está ancorada na recente inclusão de um novo princípio na Lei Orgânica da Saúde, que estabelece a organização de atendimento especializado para mulheres vítimas de violência doméstica, incluindo assistência psicológica e cirurgias plásticas reparadoras. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, com o objetivo de mapear o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre o atendimento às vítimas de violência, além de identificar como a APS do Distrito Federal organiza esse atendimento. A coleta de dados será realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com enfermeiros de duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) localizadas na Região Oeste do DF. Os dados serão analisados com o uso do software NVIVO®, utilizando a técnica de análise de conteúdo de Bardin. Espera-se que os resultados do estudo tragam uma compreensão mais profunda sobre as lacunas e os desafios enfrentados pelos profissionais de enfermagem no atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica, bem como a efetividade das estratégias adotadas pela APS. Os achados poderão subsidiar a formulação de novas políticas públicas e aprimorar o atendimento, visando à promoção da saúde e à prevenção de feminicídios.”